Ontem fui ver Tarzan, o filme. Engraçada a forma com a história é contada do fim para o principio. No Tarzan da nossa infância fala-se de um menino criado por uma chita* que anda de liana em liana e que convive e conversa com todos os animais. Nesta versão, um Tarzan civilizado regressa à selva e ao meio que o viu nascer e propõe-se lutar pela natureza, pelos nativos e contra a imposição de regras e violência do mundo dito civilizado.
Estávamos todas à espera de ver um Tarzan upa-upa, de tanga, sunga, quiça de fio dental, em versão nativo, a mostrar os abdominais tablete, o six pack e a ab crack, uma coisinha assim para deixar o mulherio a babar e de boca aberta, e afinal o filme é um flop. Uma desilusão da selva. O homem nunca largou as calças, só em meia dúzia de cenas despe a camisa e nem uma só visão em full screen daquele rabo top. Uma lástima. Uma dor.
Desiludidas e a reclamar da situação, e toda a gente sabe que 5 mulheres a reclamarem fazem barulho que chegue, um dos meus amigos que por acaso é giro que dói, e até tem uns abdominais jeitosos resolveu improvisar um strip depois do filme acabar, em plena plateia do cinema em frente do ecrã, despir a camisa e contemplar-nos com uma barrigada de riso. Dançou ao som da banda sonora dos créditos do filme, chupou no dedo, abanou o rabo, fez boquinhas e mandou beijinhos, e pôs a plateia inteira a rir e a bater palmas. Acabou por ser uma noite fantástica.
*nome da macaca/gorila