domingo, 26 de fevereiro de 2017

A Lua tem de certeza uma palavra final a dizer...





Ó Lua que vais tão alto, redonda que nem um tamanco.

Ó Maria traz a escada que eu não chego lá com um banco.


A dona deste blog vai partir para parte incerta, vai, e é ir sem voltar. Tudo na vida tem principio e fim, e toda a gente sabe que não há nada que seja para sempre. A primeira vez que escrevi por aqui foi em 2010. Há 7 anos. Muita água passou por debaixo da ponte, e tanta coisa mudou na minha vida. Dei voltas de 180º graus, piruetas com mortais encarpados, aterrei de cabeça para baixo, chorei até não ter lágrimas, fui feliz até conseguir acreditar em realizar sonhos, viajei tudo o que pude, contei episódios divertidos e outros tristes do meu trabalho, falei e falei tudo o que me apeteceu com mais ou menos sentido, mais bem escrito ou só atabalhoadamente, mas sempre o melhor que consegui.

Agora apetece-me ir. E dou-me ao luxo de fazer apenas e só o que me apetece.

Se volto um dia? Talvez. Alguém que amei um dia disse-me : Nunca é muito tempo! Nunca digas nunca. A verdade é que já deitei por terra muitos dos meus nunca, mesmo aqueles que jurei serem impossíveis.

Fiquem bem e sigam a minha regra. Vivam-se, e nunca se esqueçam que a vida é demasiado curta e não vale a pena andarmos contrariados e sermos infelizes.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Jogo de sorte ou azar...





Estou demasiado ocupada a lutar por ser feliz, a fazer apostas múltiplas no jogo do amor. É um jogo de sorte ou azar, é uma jogatina complexa, inesperada, e que me deixa o coração em franja. Comecei por apostar e perder, comecei por insistir no mesmo número e ganhar só de quando em vez. Mas a pedido nunca desisti - essa conversa de desistir de alguma coisa que se quer muito é para meninos. Todos os dias recordo de quanto vale o prémio do meu esforço porque há pessoas por quem vale a pena investir. Começo a receber frutos dos meus modestos investimentos já que sou uma jogadora cautelosa que aposta com medo do grande risco. Medo de perder. Fruto de demasiadas perdas. Sim, também eu tenho dificuldade em ir a jogo. Ganho hoje muito mais vezes do que antes, e todos os dias aposto um pouco mais, e no final recebo prémio certo. Só ainda não recebi o prémio total. Se é que isso existe, claro está!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Fósforo...





um acaso da vida trouxe um dilúvio. uma tempestade que entrou pela minha vida dentro e arrasou a casa construída, os alicerces das escolhas e a recta do esboço desenhada a traço fino sem rasuras ou erros. borrou-se o traço. já não resta nenhum rasto do que em tempo foi a linha escolhida. entrei numa zona obscura e fria. de mal a pior. molhada até aos ossos. em compensação num fósforo ateou-se um fogo. uma chama intensa e viva. uma labareda de luz e calor que aquece os dias e ilumina a vida. aconchegante. quente. a queimar. e o calor seca o dilúvio, amaina a tempestade e trouxe de volta o brilho dos sonhos. fazem-se planos. desta vez sem linhas rectas. curvas e mais curvas riscadas a lápis fino, rasuradas ao sabor da ondulação. 

e não quero saber. mais nada importa. voltei a sentir-me eu.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Insanidade...



E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples.
Boa, fácil, assim era. 
Ela gostava de estar com ele. 
Ele gostava de estar com ela.
E isso era tudo.

Caio Fernando Abreu




Percebes finalmente que é amor... 

quando ele te diz repetidamente adoro-te miúda, Seguido de... deixa-me aprender a gostar de alguém. Nunca soube amar ninguém. Não sei demonstrar afecto, não sei dar, não sei partilhar e tenho dificuldade em confiar. Dá-me tempo. O teu tempo.

E tu não consegues dizer nada. Sentes só naquele preciso instante uma sensação de felicidade imensa. E decides continuar a tentar.