sexta-feira, 15 de julho de 2016

Férias de Verão...






Verão à porta. Durante uns dias estarei por parte incerta à procura do meu Verão. Mergulhada nele. Apostada em ser feliz. Hasteada a bandeira de que consigo sempre o que é melhor para mim. Basta eu querer. A tentar encontrar-me também. À procura dos pedaços do meu eu que fui deixando cair algures por aí, agarrados ao corpo e aos lugares que não eram os meus. Nem nunca serão.
Vocês não me verão.

Férias a sul




Mais um ano que vou rumar a sul como gosto. Pela 125 azul. Se poderia ir para outro lugar talvez até com menos gente? Claro que sim. Mas gosto das minhas duas semanas de praia nos meus lugares tanto como gosto da minha semana na neve. Faz parte das minhas coisas. Gosto de não fazer rigorosamente nada, preguiça da boa acompanhada de um livro, do barulho do mar, dos fins de tarde na piscina até o sol se pôr, ou na praia igualmente até o sol se pôr, das esplanadas, do areal até perder de vista. Da minha praia.

A primeira semana vou para o mesmo lugar de sempre, o meu lugar. Na segunda semana vou sempre fazer algo de novo. Este ano ainda não sei bem até onde vou, mas anda já aqui um bichinho a moer-me... será sempre em Portugal e perto da praia e com água quentinha. Mais a Sul do Sul portanto.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Tarzan boy... e uma barrigada de riso.






Ontem fui ver Tarzan, o filme. Engraçada a forma com a história é contada do fim para o principio. No Tarzan da nossa infância fala-se de um menino criado por uma chita* que anda de liana em liana e que convive e conversa com todos os animais. Nesta versão, um Tarzan civilizado regressa à selva e ao meio que o viu nascer e propõe-se lutar pela natureza, pelos nativos e contra a imposição de regras e violência do mundo dito civilizado.

Estávamos todas à espera de ver um Tarzan upa-upa, de tanga, sunga, quiça de fio dental, em versão nativo, a mostrar os abdominais tablete, o six pack e a ab crack, uma coisinha assim para deixar o mulherio a babar e de boca aberta, e afinal o filme é um flop. Uma desilusão da selva. O homem nunca largou as calças, só em meia dúzia de cenas despe a camisa e nem uma só visão em full screen daquele rabo top. Uma lástima. Uma dor.

Desiludidas e a reclamar da situação, e toda a gente sabe que 5 mulheres a reclamarem fazem barulho que chegue, um dos meus amigos que por acaso é giro que dói, e até tem uns abdominais jeitosos resolveu improvisar um strip depois do filme acabar, em plena plateia do cinema em frente do ecrã, despir a camisa e contemplar-nos com uma barrigada de riso. Dançou ao som da banda sonora dos créditos do filme, chupou no dedo, abanou o rabo, fez boquinhas e mandou beijinhos, e pôs a plateia inteira a rir e a bater palmas. Acabou por ser uma noite fantástica.

*nome da macaca/gorila

terça-feira, 12 de julho de 2016

Meninos azuis certas atitudes ficam-vos tão mal....



Devia ser um comprimido para azia, mas receito um clister... 
Para lhes lavar a tripa e o mau humor.

Detesto gente maldosa, cheia de raiva e mau perder, a vomitar palavras de ódio e de arrogância. Nem sempre os mais fortes, os mais poderosos, os favoritos, os mais importantes ganham. Às vezes, muito raramente, os pequenos, apagados, sem grande favoritismo e pouco influentes ganham. E o que tenho lido por aí em letras gordas, cabeçalhos, paragonas e furos jornalísticos é feio, muito feio.

Uma nação e um povo são a imagem da forma como lidam com as adversidades e tratam os outros. Talvez por isso mesmo, nós já há muito merecêssemos ganhar.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Desculpas mais que esfarrapadas...




Não são pães, são rosas Senhor. Assim reza a lenda da Rainha Santa Isabel quando visitava os pobres à revelia do rei e lhes levava pão ao que consta no regaço. Não sei se a história se passaria mesmo assim mas a lenda ficou para  a contarmos. Vem isto a propósito que cada um inventa as desculpas que quer. Ou melhor, que pode e a imaginação deixa.

Andamos com muita falta de pessoal lá no estaminé, muita gente tem saído para o estrangeiro com contratos sorridentes em Moçambique, Emiratos Árabes, Reino Unido, França e Arábia Saudita. Esta semana mais uma colega vai para Inglaterra e mesmo depois de 7 pessoas terem saído durante este último ano, por normas superiores e certamente que divinas não tem sido possível contratar ninguém. Os Deuses não deixam. E sim, os Deuses devem estar loucos. Ou então acreditam que se fazem omeletes sem ovos.

As equipas andam desfalcadas, nos mínimos dos mínimos. Os profissionais de saúde arrasados e quase todos com imensas horas positivas em bolsa ( horas que não são pagas ) aguardam apenas disponibilidade do serviço para serem gozadas. Já se fecharam salas da Unidade por falta de pessoal, já temos uma escala adicional à escala do mês, de seguimentos de turnos porque faltava pessoal na passagem de turno para a rendição e não havia ninguém disponível para seguir ( até os profissionais de saúde têm vida própria certo?) e agora por ultimo estamos em casa, no cinema, na praia, de calças para baixo, a pinar e o raio e a porra do telemóvel não pára de tocar e de incomodar cada um a qualquer hora e com a mesma pergunta de sempre. Podes fazer a manhã amanhã? Ou outra igualmente fixe... Podes fazer a noite de hoje? Já não há pachorra, nem cu que aguente. Queremos paz e sossego quando não estamos a trabalhar.

Como o cenário é este, recorrentemente...
Passámos a ouvir as desculpas mais divertidas e imaginativas que o ser humano é capaz de criar. 

Enfª Chefe - Liguei-te ontem à noite. Não atendeste. Eu disse que tinham que estar contactáveis.
LSD - Não devo ter ouvido o telemóvel. Ando muito cansada, fico surda.

ahhhhhh... risos.

Enfª Chefe - Liguei-te eram 22h. Precisava que viesses fazer noite. Não atendeste. Não gostei nada.
Duarte - Deite-me cedo. Quando adormeço já não oiço nada.
Enfª Chefe - Mas eram só 22 horas.
Duarte - Foi o que eu disse.  Deitei-me cedo.

ahhhhhh.... risos.

Enfª Chefe - Liguei-te ontem para ver se podias vir fazer a manhã. Desligaste a chamada, percebeu-se.
Pedrinho - Eu ???? Nada disso... o meu telemóvel tem é uma tecla estragada. Quando atendo desliga-se e já não liga.

ahhhhhh.... risos. 

Enfª Chefe - Liguei-te 3 vezes. A chamada foi sempre para o voice mail, deixei mensagem. Sempre que assim for, tens que me contactar.
Picolé - Eu????? Olha essa! Nem tinha o telemóvel comigo. Esqueci-me dele no cacifo dentro do bolso da farda.

ahhhhhh... risos.

Enfª Chefe - Liguei-te toda a tarde ontem. Pelo menos umas 5 vezes. O telemóvel toca, toca, e ninguém atende.
Judy - O meu telemóvel parece que toca, toca, mas não toca nada. É impressão. Até eu fico na dúvida.

ahhhhh... risos. (minha preferida)

E assim vai o relacionamento entre telemóveis, pessoas, e o meu serviço. Quem disse que a tecnologia acrescentava tempo e liberdade enganou-se e enganou-nos, estamos quase a ser escravizados pela tecnologia. E qualquer dia com o gps e a localização móvel activa, a "Chefe" passa pelo local onde estamos a curtir a natureza, a vida, e com as ditas calças na mão e leva-nos por um braço à força e a espernear para irmos trabalhar.

Bem vindos ao admirável mundo novo.