sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Fósforo...





um acaso da vida trouxe um dilúvio. uma tempestade que entrou pela minha vida dentro e arrasou a casa construída, os alicerces das escolhas e a recta do esboço desenhada a traço fino sem rasuras ou erros. borrou-se o traço. já não resta nenhum rasto do que em tempo foi a linha escolhida. entrei numa zona obscura e fria. de mal a pior. molhada até aos ossos. em compensação num fósforo ateou-se um fogo. uma chama intensa e viva. uma labareda de luz e calor que aquece os dias e ilumina a vida. aconchegante. quente. a queimar. e o calor seca o dilúvio, amaina a tempestade e trouxe de volta o brilho dos sonhos. fazem-se planos. desta vez sem linhas rectas. curvas e mais curvas riscadas a lápis fino, rasuradas ao sabor da ondulação. 

e não quero saber. mais nada importa. voltei a sentir-me eu.

6 comentários:

  1. Sei que és mais forte que esse dilúvio, um abraço do teu tamanho!

    Bjão
    Ricardo Ferreira

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    1. Ricardo Ferreira: Ainda não me afoguei...

      Beijo*

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  2. ... e isso é o mais importante!

    Ainda bem :)

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    1. conta corrente: Sou uma naufraga sobrevivente. ihihih!

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  3. A luz é sempre melhor que a treva por assim dizer, dá mais brilho ao que aí vem :)

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    1. PM: Melhorou...há luz e calor e trouxe sonhos em que acreditar.

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Diz aí nada ou coisa nenhuma.