Mostrar mensagens com a etiqueta Só porque achei giro.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Só porque achei giro.. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Se não viram ainda... olha, vejam... que o filme é mesmo muito giro.




"Na vida somos todos passageiros desta viagem. 
Insatisfeitos com o que queremos muito fazer esquecemos-nos de viver o que há para viver."


Passengers


Escolheram ambos irem para um planeta recém criado que fica a 120 anos luz de distancia da Terra. Ao fim de 30 anos um dos passageiros acorda acidentalmente e percebe que lhe faltam 90 anos para chegar ao destino, local onde nunca vai obviamente chegar com vida. Só lhe restam 3 opções. Ou vive revoltado, ou vive feliz. Ou não vive sequer. Pelo meio muitas peripécias e a descoberta do amor. No final fica a mensagem para quem ao fim dos 90 anos que faltavam chegou finalmente ao destino. Faças o que fizeres e dê-te a vida as ferramentas que der, aproveita-as, vive, porque a vida vale sempre a pena ser vivida.

Adorei o filme. Uma grande lição de vida.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Fui linda e bem comportada... quero muito isto, siiiiiiiiim?


Feliz Natal miúdas.

Por aqui não há velhote barrigudo de barbas branquinhas e cabeleira a precisar de tesoura, se é para sonhar ao menos sonha-se em bom, em grande, com um Pai Natal magricela, de abdominais tablete, abs crack comme il faut e barba aparada de apenas dois dias, exactamente como nós tanto gostamos. E claro aquele sorriso malandro que completa o visual e que faz suspirar corações e adivinhar malandrices para descobrir.
Há que sonhar em grande.

Todos os anos escrevo a minha carta ao Pai Natal, este ano mantenho o meu pedido dos anos anteriores (muitos) e ainda não concretizado e acrescento-lhe 3 outros. 4 coisas apenas... Não peço muito, peço em grande.

1.  Uma viagem a Nova Iorque.

Pode ser na semana do Natal ou pelo Ano Novo. Assim uma coisa cheia de luz, cor, frio, renas pelo ar e magia. 


2. Este Relógio da Gant. 

Lindo que dói.
Andamos de namoro há algum tempo, de vez em quando chego perto dele, insinuo-me, mas ele não me dá trela, afasta-se. Têm aparecido uma viagens, uns fins de semana e um carro novo a intrometerem-se entre nós e ainda não chegámos a vias de facto, assim um compromisso eu e ele para a vida. Talvez um dia...



3. Passar o fim do ano com o meu gajinho. Há anos que tenho um Fim de Ano de merda ou passo-o a trabalhar. O último mesmo bom que tive foi há 4 anos. Pela primeira vez desde há muito tempo vou estar sem trabalhar na noite de Fim de Ano e tenho até o Fim de Semana todo para gastar como me apetecer. Queria muito, muito, muito, muito, passar esta noite com ele, na rua ao frio, nós quentinhos apenas de beijos, de abraços apertados, de saltos tontos e gargalhadas molhadas de espumante e passas amassadas pelas mãos transpiradas. E à meia noite esborrachar-lhe a boca com um beijo. Se vai ser possível? Não sei ainda. Ele ainda não tem a escala de turnos (a minha escala é mensal, a dele semanal) e a probabilidade de estar de serviço é enorme, 95%. Pai Natalinho ajuda-me lá na porra do calculo de probabilidades, na Matemática aplicada à Estatística e assim, e zela por mim e pelos 5 por cento que me podem calhar no sapatinho. Ok?

Quero muito isto.


4. Nas nossas próximas férias. 

Uma semana inteira como pensado, programado. Bem planeado. Já em Janeiro. Férias marcadas já temos, assim o universo faça a sua parte e não conspire contra nós e os ventos de Suão não soprem de África e não levantem poeiras que nos entrem para os olhos e façam chorar. Ou a vida desate a arremessar-nos tijolos, pedregulhos do tamanho de bolas de Basket ou até tampas de saneamento. Nesta vida já espero tudo até elefantes voadores.



Feliz Natal

sábado, 30 de julho de 2016

Coisas pequenas...



O drama de ele ter a coisa pequena,

a caneta,

é a falta de tinta para acabarmos o poema.

Anne Quetzal - poemas americanos

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Esperem sentados...


Texto da Rita Marrafa de Carvalho daqui
Que cases. Que te juntes numa cerimónia branca e imaculada, rodeada de família e amigos. Que tenhas filhos depois. Só depois. Esperam de ti, mulher, que saibas, no mínimo, estrelar ovos e que gostes de homens. Mas que sejas fiel. Ordeira e arrumada. Limpa e asseada. E que dês de mamar. Que sejas incansável na função de mãe, sem lágrimas ou dúvidas. Mãe que é mãe nunca se arrepende de nada. Nem de os ter. Nem do que faz. Nunca questiona os conselhos dos mais velhos.
Esperam de ti isso e mais. Que qualquer sensação de fraqueza é para erradicar do peito e da cabeça. Esperam que se te dizem que deves dar peito até aos dois anos, é para cumprir. Que se não sentes qualquer gozo nisso, és menos mãe. Menos capaz. Menos mulher. Esperam de ti um parto normal. Gaja que é gaja, tem parto vaginal. As outras são umas “meninas”. Esperam de ti a boçalidade da pré-história.
Esperam que tenhas os filhos sempre limpos e que lhes dês banho todos os dias após uma refeição sem fritos ou salsichas. Esperam que a roupa do homem com quem casas, porque é suposto gostares de homens, esteja passada a ferro. Que se não podes, contrata alguém.
Esperam que não haja vincos na tua camisola quando vais trabalhar todos os dias nem nódoas de ranho ou papa. Esperam que tires um curso. Que sejas “alguma coisa” mas que consigas ter a casa num brinco, sem pingo de pó ou brinquedos fora do sítio.
Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.
Esperam isso. Esperam mais. Que nunca adormeças maquilhada porque sujas a fronha da almofada. E que não te separes. Aguenta. É suposto aguentares porque tudo dá trabalho na vida. Por isso, é suposto esforçares-te. Pelos filhos. Por ti, não. Não carece. Por ti, não. E pela imagem. A imagem. E o que gastaram naquele casamento sumptuoso! Não. Aguenta, se faz favor. Pelos teus pais e pelos teus filhos. Esmera-te. É capaz de ser culpa tua.
Esperam isso de ti. E não convém falhares. Esperam que tenhas sempre a louça na máquina e a roupa estendida. Que a cama esteja sempre feita. Todos os dias. Esperam de ti pouco rasgo. Se pensares demasiado, vais questionar demasiado. Ser curiosa ainda vá. Reflectir é evitável. Não esperam que sejas uma grande intelectual ou que fumes charutos ou que gostes de brandy. Vais beber licor de café ou vinho do porto e fumar qualquer coisa com sabor a mentol. Esperam de ti a dignidade. Que aceites o assédio como um galanteio. Esperam que uses saltos altos todos os dias e que uses um perfume que enche o elevador. Esperam que sejas isto. E mais. Só não esperam que sejas feliz.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Nada do que parece é...


O Segredo nos seus olhos.

Ontem foi noite de cinema e o filme escolhido por nós foi este. Depois de várias semanas de sessões de cinema a ver filmes fraquinhos, este surpreendeu-me pela positiva. Bons actores e um argumento bem estruturado. Um thriller policial em que nada é o que parece mesmo ser. Dois inspectores do FBI e uma Procuradora Geral vão tentar deslindar um caso complexo em que parece nunca se conseguir fazer pagar o culpado que até se sabe bem quem é. Mas... 

nada do que parece é.

Recomendo