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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Jogo de sorte ou azar...





Estou demasiado ocupada a lutar por ser feliz, a fazer apostas múltiplas no jogo do amor. É um jogo de sorte ou azar, é uma jogatina complexa, inesperada, e que me deixa o coração em franja. Comecei por apostar e perder, comecei por insistir no mesmo número e ganhar só de quando em vez. Mas a pedido nunca desisti - essa conversa de desistir de alguma coisa que se quer muito é para meninos. Todos os dias recordo de quanto vale o prémio do meu esforço porque há pessoas por quem vale a pena investir. Começo a receber frutos dos meus modestos investimentos já que sou uma jogadora cautelosa que aposta com medo do grande risco. Medo de perder. Fruto de demasiadas perdas. Sim, também eu tenho dificuldade em ir a jogo. Ganho hoje muito mais vezes do que antes, e todos os dias aposto um pouco mais, e no final recebo prémio certo. Só ainda não recebi o prémio total. Se é que isso existe, claro está!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Estofo para a coisa...



Estas coisas do trabalho de cada um tem muito que se lhe diga. 

Não é preciso só formação para a coisa - esta premissa é inerente à maioria das profissões - precisa-se também esforço e força de vontade - esta segunda premissa também abrange a maioria das profissões é um facto, mas já só alguns dos envolvidos, e há depois uma terceira, que no meu caso e no caso aqui do gajinho da miúda é fundamental e muito especifica - chama-se estofo para a coisa. 

O matraquilho, gajo dos carros da luz pisca-pisca azul, malta do grupo dos pokemóns e das patrulhas a pé, ou enlatadas como na gíria lhe chamam, ontem foi chamado de urgência para uma operação de busca. E a busca era exactamente o quê? Procurar pedaços de um corpo de um ser que se atirou voluntariamente para a linha do comboio e foi por opção passar a feliz quadra Natalícia à terra. Andou o gajinho a pé, para cá e para lá umas boas horas e umas boas centenas de metros em busca de pedaços. Um pé aqui, metade de uma perna acolá, dois dedos de uma mão numas silvas, um braço na linha a mais de um quilómetro do local e mais pedacinhos espalhados... poupo-vos o resto da parte descritiva da coisa porque toda a gente sabe que esta maravilha do corpo humano quando é estropiado fica separado nuns bons bocados.

Chegou o pobre e infeliz a casa, agoniado, e com cheiro "a morte e a sangue nas narinas" sic, a despir-se à entrada da porta, a atirar com a farda para o chão do hall e a correr como um possuído para debaixo do duche. Esfregou-se mil vezes, ensaboou-se com sabonete, depois duas vezes com gel de jasmim e mesmo assim gritou: 

- É pá anda cá ver se ainda cheiro a sangue e àquele fedor que trazia comigo. Não sei como tu consegues ter estofo para esta merda de sangue e gente a morrer todos os dias, esta coisa da morte agarra-se-nos ao corpo, até o cheiro da nossa pele se altera e absorve tudo.  

- Lava-te lá, que já te ensino um truque para deixares de sentir esse cheiro no nariz a trazer-te à memória o cenário que te apetece esquecer. Sou boa nisso.

...

Terminei a noite a untar-lhe o nariz com a única coisa que (a mim) me elimina todos os vestígios de cheiros que queira esquecer. O velhinho Vick Vaporub eficaz mesmo com os cheiros horríveis e mais entranhados nas narinas. E com ele aninhado, cansado, a adormecer e a dizer-me: por muitos anos que viva nunca mais me vou esquecer de tudo o que vi hoje. 

Pois... sei disso tão bem.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A pulsar...



Vive a tentar realizar muitas das coisas com que sempre sonhaste e não te sobrará tempo para te sentires mal.

Richard Bach.

Pulsar é uma estrela de neutrões que emite um fluxo de energia constante e essa energia é concentrada num fluxo de partículas electromagnéticas. Quando a estrela gira, o feixe de energia é espalhado no espaço como o feixe de luz de um farol.
Uma luz intensa, brilhante.

...

Ou na forma verbal significar ter coração, batimentos cardíacos, vida, palpitar. 
Ou revelar energia, mostrar-se vivo, dinâmico.
Ou simplesmente apenas intuir, perceber.

...

Só que não...
Pode ser muita coisa. Pode ser outra coisa que só eu entendo.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais uma voltinha à rotunda. É sempre a andar... esta merda não para.



Minha vida é um conto de falhas.
Tati Bernardi

O meu negócio não são números e nem sequer palavras, falo, falo, e não digo grande coisa, mas falo do que quero, do que me dá na real gana e apenas por puro prazer. E como tudo na vida tem uma razão de ser e a razão deste blog é mesmo ser "nada de coisa nenhuma", muitos nadas da minha vida, coisa nenhuma para a maioria de vocês - vou aqui contar um segredo. Ou melhor... mais uma loucura cometida de forma intencional e cheia de dúvidas.

Acabei de marcar as minhas férias todas para 2017 em conjunto com o matraquilho azul. Ai jasus ca medo. Neve no final de Março, Ilhas Gregas em Abril, Algarve quinze dias de Verão, e uma semana em Outubro de logo se vê. Não sei se isto vai correr bem, ou se vai correr muito mal. Se vai meter férias e hot summer ou férias e um grande balde de água fria. Assim à distância estas duas coisas podem acontecer. Caldarium ou Frigidarium.

Mas já está. E agora venha o que vier e haja o que houver é mesmo apenas e só o que Deus quiser.

domingo, 6 de novembro de 2016

Um dois três, repita lá tudo outra vez.




Fim do mês, noite de sexta para sábado, dinheiro fresquinho na carteira, era óbvio que a coisa prometia. Aliás quando saí de casa essa era a certeza, tão certo como dois e dois serem quatro, se é que a esta hora ainda sei somar.

A minha primeira doente na emergência chama-se Inês e fez uma tentativa de suicídio, bailarina profissional, 26 anos, linda de morrer. E quando digo linda de morrer sei o que digo. Com um corpo fantástico e uma cara de anjo, atirou-se de um 2º andar, dizem que por um desgosto de amor... não morreu, mas fez uma rotura do sacro com torção e secção do recto e provavelmente vai passar o resto da vida com incontinência do esfíncter anal e consequentemente de fralda... não sei se há algum amor que valha isso, a perda de uma carreira, a perda de qualidade de vida, o sofrimento associado a tudo isto, mas pelos vistos parece que sim. Cada um sabe de si. Aqui a tentativa ficou-se por isso mesmo.

A segunda doente chama-se Lídia, é anoréctica, bulímica, com 34 anos, 40 quilos de peso, apareceu-nos porque como já não conseguia induzir o vómito com os dedos e depois de muito tentar, resolveu introduzir o cabo de uma colher de salada pela goela abaixo e fez uma lesão grave no esófago com consequente ulceração da coluna aérea e mediastinite pulmonar. Dificuldade respiratória, baixas saturações de oxigénio, paragem cardio respiratória, e anóxia cerebral... agora vai emagrecer os quilos que lhe faltavam para ser esbelta porque só vai ingerir líquidos por uma sonda naso gástrica... e para sempre.

São 3 da manhã, e a noite ainda é uma criança. O meu terceiro doente chama-se Hugo e tem 24 anos, discutiu com a namorada, e num impulso de raiva atirou-se para a linha do comboio. O espectáculo não é bonito, e não me vou alongar muito porque filmes de terror passam na Fox Crime para quem quiser ver, mas entre 7 unidades de concentrado de eritrócitos, 4 unidades de plasma, e mais 3 unidades de sangue completo tentou-se tudo, o sangue conforme entrava esvaía-se em nada, após uma toracotomia na sala de trauma, massagem intra cardíaca, e tudo o que humanamente seria possível, Hugo zero, comboio um. Contas feitas, ganhou o comboio.

Acabou tudo por agora. Finalmente reparo em mim. Tenho as socas nojentas. Pingadas de sangue. Vou tentar arranjar umas de alguém para as substituir. Agarro nas minhas e enfio-as num saco plástico fechado e rotulado com o meu número mecanográfico e envio-as para a desinfecção. Encontro umas do Dr. B. Melão que calça o 46. Gigantes. São mesmo porreiras é o meu número digo (o que é mentira claro). Calço-as decidida e passeio-me pelo serviço assim.

Ponho toda a gente a rir. Além do tamanho das socas que parecem as pás de um remo, ainda dizem melão em letras garrafais de lado.... nice. Diz-me o Duarte: gajinha pareces o Batatoon mas com um grande melão. Rio às gargalhadas e não me importo. Quero rir. Quero não pensar em nada. Agora quero mesmo é algo fantástico. Bem vamos lá sentar um bocadinho e assistir à dose diária de televendas; coisas fantásticas como uma lanterna que é uma bengala, um apanha cenas do chão, um bastão para assaltantes e ainda tem mais a função de afugentar aranhas do tecto, ou umas pantufas chinelos que curam dores, tiram calos, varizes, fazem correr, saltar, e até servem para ir à rua pôr o lixo. Maravilha.

O que eu precisava disto. Nada como às 5 da manhã visionar uma selecção de milagres de qualidade.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Mais um ponto a teu favor. Mais uma voltinha ao bilhar grande, ou melhor... mais uma voltinha à nossa rotunda.





Ontem houve um grande acidente na P. Vasco da Gama. Eu estava de serviço. Recebemos no meu hospital a grande maioria dos feridos. Vários com várias fracturas e mais coisas. Adiante. Cenas minhas. O rapaz aqui da rapariga também estava de serviço lá na chafarica dele a comandar operações, a mandar em qualquer coisa como ele diz e a tomar conta de muitas ocorrências. Chatices várias onde é preciso escrever e escrever como se os acidentes se alimentassem de palavras. Cenas dele. 


Antes dos feridos começarem a chegar ligou-me e disse-me: vai jantar, prepara-te que vais ter uma noite de merda. Abençoadas palavras de Maya futuróloga; ainda consegui jantar - arrastei comigo duas das minhas colegas e segundo sei fomos as únicas. Procedimentos para cá, feridos para cá, idas ao bloco entregar doentes para lá, tudo entrecalado com bipar especialidades, movimentação da equipa, divisão de elementos, etc ... eis que chegam 2 matraquilhos azuis da Brigada de Acidentes com o kit de substancias abusivas para recolher prova. Falei com eles, recolhi amostras de sangue para análise de cada doente e enquanto esperavam deixei-os na nossa sala de pausa entretidos a olhar para a televisão que por acaso até estava a dar um jogo importante de bola. 

Passado um bocado quando tudo estava mais calmo e a noite já ia pela madrugada dentro, o bate bota aqui da bate soca ligou e estivemos à conversa a trocar cromos e galhardetes das nossas agitadas vidas profissionais. Estava eu muito bem a contar factos, quando acrescento à conversa "um dos teus camaradas que esteve aqui à conversa comigo era muito simpático e bem giro". - Mau! Mau,mau! Tu vê lá se não estás contente com a vida que levas (a rir-se claro e a brincar comigo) para logo depois - olha aqui eu tão giro, tu já me viste bem? Olha aqui eu de lado. E de frente. E a sorrir. Já reparaste neste corpo? E neste olhos? Tu vê lá bem! E toca de me começar a enviar fotos dele fardado a fazer poses e olhinhos e boquinhas. E eu claro desmanchei-me a rir.

Não conseguia parar de rir com as figurinhas. A macacada já era tanta que às tantas já tinha a minha colega Lsd e a Picolé com a cabeça enfiada no ecrã do meu telemóvel a rirem às gargalhadas também e a fazerem sugestões picantes de fotos para ele enviar. Só que não claro está. Valeu pela enorme brincadeira. Talvez seja capaz de me apaixonar por quem tem um sentido de humor brutal e apesar de extremamente cansado não perde a boa disposição e perde tempo do seu tempo para me fazer rir.
Estás a ir bem Zé. Continua...

domingo, 30 de outubro de 2016

Vamos BRINCAR a aterrorizar amigos porque o que está a dar é animar a malta... tristezas não curam doenças, não pagam dívidas e não trazem amigos ou amor.



Era uma vez uma múmia ensanguentada que andava à deriva pela floresta sem rumo e sem destino, 



pelo caminho encontrou um palhaço assassino que a perseguiu com um machado afiado,




enquanto a noiva cadáver de cabeça semi decapitada sacudia o vestido e se ria a bom rir.


O seu riso acordou a morte e agitou a capa do Drácula que de imediato mostrou a terrível dentuça e desatou a querer morder o pescoço das lindas donzelas à volta. Atrevido o menino Drácula.


Houve ainda um Saw e o seu triciclo, um lobisomem a devorar um joelho de porco, uma bruxa, e é claro - a famosa menina do exorcista em pé numa cama.


Só consegui tirar algumas fotos porque no meio da Serra de Sintra por caminhos de vegetação cerrada, a passar por cima de troncos caídos, subir a pedras, enfiada em casas abandonadas e iluminada apenas pela luz da lua tive muito mais entretida a perceber por onde ia, e onde punha os pés antes que acabasse sem os dentinhos da frente que por acaso até me fazem muita falta.



Foi super divertido. Ri-me até me doer a barriga, e a pedir a todos os santinhos amigos parem com isso por favor!  As nossas gargalhadas e gritos assombraram a serra e acordaram as alminhas abandonadas que por ali vagueavam. Fazemos uma equipa brutal. Já é o terceiro ano que fazemos isto e cada vez estamos mais criativos e empenhados. Para o ano cá estaremos, haverá mais, e quem sabe melhor.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Se a parvoíce pagasse imposto...




Hoje na sala de pausa...

- Estou cheia de sono, vou tirar um café. Alguém quer?

(a minha colega LSD aos gritos do corredor para a entrada da sala de pausa)

- Eu, Eu! Preciso tanto de um. Traz-me um comprido e com duas bolas.

( o café pode tirar-se longo ou curto e com mais ou menos "bolas" - regulador de açúcar )

Gargalhada geral claro está.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eu a quebrar recordes pessoais desde mil novecentos e troca o passo...


D.A.M.A. ao vivo.
Foto ranhosa tirada com o meu telemóvel.




Comecei a minha árdua semana no Domingo passado com 12 horas seguidas de trabalho. Depois saí e fui com amigas ver o brutal concerto dos Dama e o incrível fogo de artificio - mais de 20 minutos de espectáculo. Vim de lá divertida e feliz.

E a semana vai continuar assim... Segunda 12 horas, Terça 12 horas, Quarta 12 horas, Quinta 12 horas, Sexta 12 horas, Sábado 12 horas e Domingo 18 horas.
Esta semana para mim tem 102 horas de trabalho. 
Não penso muito no número se não assusto-me e morro já aqui.

Na verdade estou viva ainda. Mas hoje ainda é terça feira e ainda não vou nem a meio da semana. Quero muito chegar ao fim disto tudo, ver o fundo ao tacho para poder gozar uma folguinha pequenina, só uma, e chegar viva, fresca e fofa ao fim de semana de dias 10 e 11 de Setembro, que vou ter livres para ir a Espanha - Cárceres e Mérida - trilhar em mais uma aventura de gente doida. 

E pelo meio... ainda quero muito ir com as minhas amigas ver na quinta feira à noite o concerto dos HMB. Sou louca sim, eu sei, mas lá pelo facto de trabalhar muito não posso permitir que isso não me deixe viver. Há pessoas a quem o trabalho faz tropeçar a vida. A mim não. Tenho muito tempo para dormir quando morrer. Sei que depois estendida e de olhos fechados vai ser só descanso!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Tarzan boy... e uma barrigada de riso.






Ontem fui ver Tarzan, o filme. Engraçada a forma com a história é contada do fim para o principio. No Tarzan da nossa infância fala-se de um menino criado por uma chita* que anda de liana em liana e que convive e conversa com todos os animais. Nesta versão, um Tarzan civilizado regressa à selva e ao meio que o viu nascer e propõe-se lutar pela natureza, pelos nativos e contra a imposição de regras e violência do mundo dito civilizado.

Estávamos todas à espera de ver um Tarzan upa-upa, de tanga, sunga, quiça de fio dental, em versão nativo, a mostrar os abdominais tablete, o six pack e a ab crack, uma coisinha assim para deixar o mulherio a babar e de boca aberta, e afinal o filme é um flop. Uma desilusão da selva. O homem nunca largou as calças, só em meia dúzia de cenas despe a camisa e nem uma só visão em full screen daquele rabo top. Uma lástima. Uma dor.

Desiludidas e a reclamar da situação, e toda a gente sabe que 5 mulheres a reclamarem fazem barulho que chegue, um dos meus amigos que por acaso é giro que dói, e até tem uns abdominais jeitosos resolveu improvisar um strip depois do filme acabar, em plena plateia do cinema em frente do ecrã, despir a camisa e contemplar-nos com uma barrigada de riso. Dançou ao som da banda sonora dos créditos do filme, chupou no dedo, abanou o rabo, fez boquinhas e mandou beijinhos, e pôs a plateia inteira a rir e a bater palmas. Acabou por ser uma noite fantástica.

*nome da macaca/gorila

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Às vezes o amor...








temos historias um e outro que ninguém terá na vida inteira.
temos uma historia sexual brutal porque além do sexo entre nós dois ser brutal, nos entendermos maravilhosamente.
temos uma historia de vida brutal, quase sem uma vida a dois.

e isso é muito. 

adoro estar contigo, adoro falar ctg, rir ctg, partilhar momentos, o sexo ctg é brutal. adoro-te, mesmo. apesar de tu pensares que não.

...

às vezes aquela coisa complexa e indefinível a que chamam amor mistura-se nos dias, nos gestos, nas próprias palavras, invade até o sexo e permanece com vontade em querer ficar. Inexplicavelmente.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

O leão e a gazela...




Todas as manhãs em África a gazela acorda. 
Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões se quiser sobreviver.
Todas as manhãs em África um leão acorda. 
Ele sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome.


Não importa se és um leão ou uma gazela. Quando o sol nasce é bom que comeces a correr.

Provérbio Africano


Levo a vida a correr. Deito-me tarde, quando me deito - a semana passada estive de serviço 3 noites em 5 dias - levanto-me cedo, e não desisto de assim que acordo começar a correr para fugir dos leões. Gosto muito desta coisa a que alguns chamam prazer pela vida. Pelos vistos tenho corrido rápido e sobrevivido mas sinto um cansaço tremendo. Demasiado. Preciso de sol, de me deitar na savana sem medo do que pode vir a seguir e relaxar. Abrandar o ritmo e sentir-me confiante. Preciso urgentemente de estabelecer um acordo tácito, olhos nos olhos com o Rei da Selva e coordenador dos leões, de que vai haver tréguas e que ninguém do grupo dos predadores me vai filar de surra, o jogo é limpo, as corridas em campo aberto e as forças equivalentes. Pois...

Toda a gente sabe que os leões são impulsivos e imprevisíveis e nenhum é de confiança. Não continues a correr não que já foste.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Nós...



nós
éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.

Tati Bernardi

E sem razão.

Onde anda a razão? A minha razão e a razão disto tudo? Ficaram algures pelo caminho perdidas eu sei lá bem onde, e eu bem que as procuro mas não as encontro. Sigo por aí, sem destino aparente, sem saber muito bem para onde vou, e se quero lá chegar. Estou feliz... Sem nenhuma razão.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ou corre bem, ou corre mesmo muito mal...


La Fregeneda (Espanha)- Barca D'Alva (Portugal)

Este percurso pedestre que é conhecido pela Rota dos Túneis é feito entre a estação de comboios espanhola de La Fregeneda e a estação portuguesa localizada em Barca D'Alva. Esta linha férrea de rara beleza foi construída no século XIX e abandonada em 1985, tendo sido até a essa data a principal via de acesso entre as cidades do Porto e Paris. Este percurso é constituído por 20 túneis e 13 pontes. O estado de degradação das pontes da rota é elevado e por isso é um percurso não aconselhado a quem tem vertigens ou seja inexperiente em trilhos. A distancia entre a estação espanhola e a portuguesa é de 17 km, 17 km de uma beleza incrível... e túneis cheios de morcegos.

Este fim de semana vai ser por aqui. Somos muitos num grupo animado de gente que gosta de metas e de as superar. Quarenta doidos para ser precisa. Esgotámos este fim de semana a Pousada da Juventude lá do sitio, não há lugar nem para mais um, e sei também que o mini mercado lá da aldeia reforçou o stock de bens. Vai ser divertido, vai ser sobretudo para testar capacidades, superar medos e dificuldades, não das alturas, já que não tenho vertigens, mas medo de sei lá porque razão tropeçar, cair, desequilibrar-me e vir por ali abaixo. A coisa mete-me respeito! Para além dos obstáculos reais - os físicos - todos nós vamos ultrapassar metas nossas, obstáculos pessoais e fazer uma coisa totalmente nova. Eu confesso que tenho medo. Já olhei dezenas de vezes para o mapa do trajecto - 30 km no total divididos por grau de dificuldade e por 3 dias e 3 trilhos diferentes - e confesso que deste túnel que termina numa ponte ferroviária praticamente destruída tenho medo. Medo mesmo, não é receio. Quando me perguntaram se queria fazer seguro (a maioria fez) respondi que não, sobreviver a uma queda aqui é impossível por isso ou corre bem ou corre mesmo muito mal. Sem meio termo. Espero a bem da minha saúde que corra bem.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

As melhores frases do dia da minha melhor amiga...


Os homens são como os autocarros, não precisas correr. Espera... Passado um bocado vem outro.
...

-Lembra-te dele como uma zebra.
-Uma zebra???
-Sim, são o primeiro pasto dos leões. A seguir é que vem a comida a sério. Os leões sabem disso.
...

Tás parva. A lembrar-te dele sempre. Segue.
Mastiga e deita fora. Chiclete!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Prova de coragem...




Mais importante que o tamanho do cão na luta, 
é o tamanho da luta dentro do cão.

Mark Twain

Tenho pena das muitas partidas que a vida me prega mas não posso lutar com o que é muito maior que eu e muito mais forte. É só estúpido e uma tremenda perda de tempo. E o meu tempo é pouco para viver magoada, triste ou infeliz. Esse nunca foi, nem nunca será o meu modo de estar. Resta-me aceitar e seguir caminho. No entanto antes de partir é sempre bom para o ego e um desafio à normalidade normalzinha de mal de amor em versão parvalhona de merda, soltar a raiva e impotência que nos transborda, rosnar forte e feio para o cão grande e dizer alto e bom som - Vai-te foder, pá!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Andas numa linda vida andas...

Sexta sair do trabalho às 22 h e deitar às tantas, para lá de muitas. Sábado acordar cedinho e ir trabalhar todo o dia, sair às 23 h e repetir a dose da noite anterior só com a ligeira alteração de deitar às 2 da manhã. Acordar às 6 para ir trabalhar... E hoje tenho o tico e o teco em conflito e ainda faltam umas horitas para sair. Está quase.
Falta o quase.

E para ajudar à coisa ainda prometi à malta lá das caminhadas e dos esbardalhanços que hoje de tarde ia com eles. Não sei se morra já aqui, se morra logo, porque assim sempre tenho muito campo para me fazerem o enterro e na vida há que simplificar.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Por acaso...

assim ao acaso...


Há acasos e há a vida.
Por vezes misturam-se.

e nós pensamos que é o acaso que nos regula a vida, e que a vida vai ser feliz para sempre no feliz acaso.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Me-do!







Quem é que quer um cu assim?

A nova moda em operações de estética. Implantes nas nádegas.