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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Inteligência em demasia parece que atrofia... até rima e tudo!

Jesse Owens contra Hitler.

Fotografia feita em 1936 durante os Jogos Olímpicos de Berlim. O atleta norte-americano, negro - Jesse Owens - ganhou quatro medalhas de ouro, contrariando o desejo de Hitler de mostrar a supremacia branca. A fotografia da cerimonia é uma das mais emblemáticas da história do desporto. Fotografia: Associated Press


Ser inteligente é bom. Pelo menos os entendidos dizem que sim, eu ainda não o comprovei pessoalmente, mas adiante. E toda a gente sabe que ser mesmo muito inteligente deve ser melhor ainda. Só que não. Parece que não é. No meu percurso de vida cruzei-me em algumas situações com gente realmente muito inteligente, capaz de arrasar a melhor das teorias, capaz de aniquilar o melhor dos argumentos, ou capaz de me reduzir à insignificância no melhor dos diálogos, sim, tudo isto verdade, mas comprovo também que pessoas muito inteligentes roçando a genialidade têm tendência a um egocentrismo exagerado, quase doentio. Vivem para o culto do eu; eu tenho razão, eu sou melhor, eu sei, eu mando, demonstrando por isso pouca tolerância para  com os outros, pouca empatia, isolando-se do exterior e vivendo em êxtase com o ego.

A maior parte das vezes recorrem à crueldade para espezinhar quem os rodeia, afastam-se com arrogância e desdenham da amizade ou lealdade que lhes é oferecida e transformam-se rapidamente em seres demasiado egoístas, manipuladores, vingativos, desprovidos da capacidade de se relacionarem com os outros, de aprenderem qualquer coisa com os menos inteligentes ou virem sequer a sentir culpa pelo seu comportamento.

Tenho uma teoria. Só minha. Idiota qb, e que vale o que vale. Como somente os idiotas têm certeza de tudo e garanto-vos, digo isto com certeza absoluta. Demasiada inteligência aniquila o lado sensível, colorido e emocional do ser humano. Torna os génios, racionais, focados, apáticos para o exterior, bloqueados para a vida e para os outros, gente sozinha e infeliz.

Sempre orgulhosamente e inteligentemente sós!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Teorias minhas...



Sinopse: Vou falar de pessoas estranhas, coisas que há muito tenho por dizer. Pedirem para explicar melhor, já é chatearem um pouco. Chatear, no sentido de pressão. Pressão essa que me levará, necessariamente, a um ressentimento contra vocês. Vocês que depois vão alegar, tipo picuinhas, tipo vítimas, que não têm culpa porque não pediram nada. Por um lado têm razão, podem ficar com a vossa razãozinha que tanto vos satisfaz, por outro, a possibilidade de eu me sentir incomodada, impele-me, mesmo que erradamente, a procurar responsáveis. Só esta conversa já me está a angustiar. Agradecia que parássemos por aqui.

Sempre que não vejo um jogo da Selecção por alguma razão de última hora, a selecção ganha. Portanto meus amigos a chegada à final já está no papo. Vamos ganhar, ou empatar, ou chegar a penaltis, ou qualquer coisa... o que importa é que vamos lá estar. 

Não vou ver o jogo hoje. Tenho bilhetes para o espectáculo da Marta Gautier no Teatro Villaret - Pessoas Estranhas. E apesar de defender a 100 % as cores do meu país, optei por dar umas boas gargalhadas a ouvir falar de um tema que dá vontade de rir e que até tem pano para mangas - Pessoas Estranhas. 

Vamos lá ver se esta teoria minha de meia tigela (mais uma) se confirma. Logo já saberemos.

sábado, 17 de outubro de 2015

Felicidade vende-se a preço de saldo...

Quando um dia em pequena perguntei à mãe, cheia de curiosidade das coisas dos crescidos o que era isso do amor, ela de pano da loiça na mão olhou para as três irmãs que a ajudavam a arrumar a cozinha, e respondeu-me a rir e com o ar mais sarcástico do mundo que amor era uma pomada para limpar metais da marca Coração.


Nunca percebi muito bem o que ela queria dizer com aquilo já que estava casada e ainda continua e pelos vistos satisfeita com a vida que tem. Foi há muito tempo, os tempos eram outros e muita coisa mudou segundo parece.

Ontem no trabalho falava-se animadamente de amor e quando no meio de uma discussão acalorada como deve ser uma discussão sobre o amor, alguém fez a mesma pergunta óbvia que eu um dia fiz, o que é isso do amor - uma das colegas presentes disse que não havia nada que saber, o amor era um pão! Podia ter dito que era um travesseiro de Sintra, uma torta de Azeitão, quiçá um fofo de Belas, mas não, disse convictamente que era um pão. E depois justificou. Começa quente, fofo, a cheirar a frescura e vontade de comer e acaba rijo, intragável, a cheirar a bolor e a exigir esforço para mastigar. 

A colega em questão é casada, mãe de duas meninas e feliz segundo parece. Tenho dificuldade em entender quem come pão bolorento, bafiento, daquele que custa a engolir e faz mal aos dentes. Mas isso sou eu claro. Sempre tive como única escolha na vida que o pão se for como o amor quer-se pelo enorme prazer de ser saboreado. 

Passaram 30 anos sobre a minha pergunta. Continuo sem perceber.