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sábado, 17 de dezembro de 2016

Fui linda e bem comportada... quero muito isto, siiiiiiiiim?


Feliz Natal miúdas.

Por aqui não há velhote barrigudo de barbas branquinhas e cabeleira a precisar de tesoura, se é para sonhar ao menos sonha-se em bom, em grande, com um Pai Natal magricela, de abdominais tablete, abs crack comme il faut e barba aparada de apenas dois dias, exactamente como nós tanto gostamos. E claro aquele sorriso malandro que completa o visual e que faz suspirar corações e adivinhar malandrices para descobrir.
Há que sonhar em grande.

Todos os anos escrevo a minha carta ao Pai Natal, este ano mantenho o meu pedido dos anos anteriores (muitos) e ainda não concretizado e acrescento-lhe 3 outros. 4 coisas apenas... Não peço muito, peço em grande.

1.  Uma viagem a Nova Iorque.

Pode ser na semana do Natal ou pelo Ano Novo. Assim uma coisa cheia de luz, cor, frio, renas pelo ar e magia. 


2. Este Relógio da Gant. 

Lindo que dói.
Andamos de namoro há algum tempo, de vez em quando chego perto dele, insinuo-me, mas ele não me dá trela, afasta-se. Têm aparecido uma viagens, uns fins de semana e um carro novo a intrometerem-se entre nós e ainda não chegámos a vias de facto, assim um compromisso eu e ele para a vida. Talvez um dia...



3. Passar o fim do ano com o meu gajinho. Há anos que tenho um Fim de Ano de merda ou passo-o a trabalhar. O último mesmo bom que tive foi há 4 anos. Pela primeira vez desde há muito tempo vou estar sem trabalhar na noite de Fim de Ano e tenho até o Fim de Semana todo para gastar como me apetecer. Queria muito, muito, muito, muito, passar esta noite com ele, na rua ao frio, nós quentinhos apenas de beijos, de abraços apertados, de saltos tontos e gargalhadas molhadas de espumante e passas amassadas pelas mãos transpiradas. E à meia noite esborrachar-lhe a boca com um beijo. Se vai ser possível? Não sei ainda. Ele ainda não tem a escala de turnos (a minha escala é mensal, a dele semanal) e a probabilidade de estar de serviço é enorme, 95%. Pai Natalinho ajuda-me lá na porra do calculo de probabilidades, na Matemática aplicada à Estatística e assim, e zela por mim e pelos 5 por cento que me podem calhar no sapatinho. Ok?

Quero muito isto.


4. Nas nossas próximas férias. 

Uma semana inteira como pensado, programado. Bem planeado. Já em Janeiro. Férias marcadas já temos, assim o universo faça a sua parte e não conspire contra nós e os ventos de Suão não soprem de África e não levantem poeiras que nos entrem para os olhos e façam chorar. Ou a vida desate a arremessar-nos tijolos, pedregulhos do tamanho de bolas de Basket ou até tampas de saneamento. Nesta vida já espero tudo até elefantes voadores.



Feliz Natal

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Up & down...



Desço para baixo ou subo mais para cima? Assim mesmo em pleonasmo que a vida é feita do reforço intenso de ideias. Para baixo todos os santos ajudam, certo? Ou é para cima? Ou há pessoas que nunca têm direito a ajuda e o melhor que têm a fazer é nunca colocarem questões de merda pelo caminho? 

Porra, a minha vida é só dúvidas. Ainda não percebi quando é que a intervenção dos santinhos se aplica!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Sou duplamente fã deste estilo...



T shirts brancas. Calças de ganga. Barba de 2 dias. Visual clean.
 A somar a isto tudo - atitude. Simplicidade, descontracção e um espectacular sorriso.

Adorooooooooooooo.)))

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Brinquedos...



A infância continua. Os brinquedos é que mudam
Tenho um brinquedo novo para brincar.

sábado, 25 de junho de 2016

Acrónimos...


TAP, TEP, TIP... TOP!

Em contexto de urgência todos os processos médicos estão informatizados e tudo é minuciosamente descrito e relatado no processo do doente. Como tal é preciso escrever muito ao computador, muito texto, e passar muitos minutos para cada doente a teclar. Temos uma linguagem própria decifrável pela classe e entendida em meio hospitalar. Assim para além dos acrónimos já sobejamente conhecidos, avc para acidente vascular cerebral, ou vv - via verde para avc, ou mav´s - malformações arterio-venosas, há ainda os tc s/ pc  - traumatismo craniano sem perda de conhecimento, os tep - trombo embolismo pulmonar, os tips - derivação transjugular intra hepática porto sistémica, e muitos mais. Tudo é reduzido a sua forma mais simples. Siglas apenas. Há que falar rápido, escrever rápido e simplificar.

Hoje recebemos uma doente e quando a colega de outro hospital nos está a passar a história clínica da doente, começa por afirmar: 
- Atenção, esta doente é TAP. Bipem a Cirurgia.
Pergunta uma aluna de internato de imediato.
- Veio na TAP? É de um acidente de aviação? Vão vir mais sinistrados?
- Não! É um tap - traumatismo toraco abdominal e pélvico.
-É tap, é tep, é tip...  tudo isto é TOP... preciso arranjar um dicionário!

desmanchámo-nos todas a rir.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Como foi que disse?




Quando achas que sabes todas as perguntas, vem a vida e muda todas as respostas.


Bob Marley


Não me canso de perguntar. Não me canso de responder ao que julgo que sei, como sei, e consciente do muito pouco que sei. E o que não sei? Pois...
Dou o melhor de mim, faço o melhor que posso, por tentativa e erro, com muitos erros. Rasuro o que escrevi e desaprendo o que aprendi, e no fim acrescento sempre divertida mais perguntas para as quais não sei as respostas.
...

Se objectivo de um piloto Kamikaze era despenhar o avião porque raio de coisa levavam eles capacete? Para proteger a moleirinha do sol?????

Se já todos nós sabemos que o mundo é redondo, porque é que insistimos em querer conhecer os quatro cantos ao mundo?  Estranho!!!

Um gajo nu pode levar um tiro à queima roupa? Acreditem, esta dúvida mata-me!

E zero? Como se escreve em algarismos romanos? Não havia zeros? Nem à esquerda?

Tantas perguntas sem resposta...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

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O Joãozinho comia descansado da vida um gelado quando a Luisinha se aproximou timidamente e perguntou:

- Posso chupar um bocadinho? Deixas?
- Podes sim. Enquanto eu como o gelado!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Que andas a fazer?





Estou de Folga. Buéee da merdas para fazer e vontade zero. 
Acho que vou ali até à esplanada aquecer o corpo ao sol. A roupa e as cenas que esperem.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Disto e daquilo...


Ainda a semana vai no início e já o corpo pede descanso e maus tratos dos bons. E falta tanto para mim, para ti, e para nós. Faz-me mal o descanso e fins de semana de belas praias secretas, e trilhos na terra do nunca, e amigos, e petiscos e muito boa companhia. A minha vida é muito mais isto e um imenso disto, e muito menos daquilo que é mesmo bom. O corpo fica baralhado, cheio de manias, pensa que a minha vida não é isto e depois só quer habituar-se àquilo, o tal que é mesmo bom. Chatice!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A cor das tuas cuecas...


Gosto delas brancas. Gosto delas pretas ou azuis escuras. Sempre boxers. Podem até combinar na cor com uma t-shirt interior, mas serão sempre lisas, bem justas. Em algodão ou lycra. Gosto de despir as ditas. Devagar ou depressa depende do que me apetece. Posso até não usar as mãos e usar a criatividade. Como eu gosto disso. Gosto de as ver. Com olhos de ver.
Ontem soube de que cor eram. Hoje não. E dei por mim sem conseguir dormir. Com uma dúvida existencial que me tira o sono e leva o sorriso. Não queria admitir, e só muito a custo o reconheço, sinto falta de saber a cor das tuas cuecas. Não sei se será amor, não gosto de dar rótulos às coisas, não sei se será mera curiosidade de mulher, mas saber a cor das tuas cuecas tornou-se uma obrigação na minha vida. Todos os dias.
Amanhã vou saber. Depois também. Mas e hoje?

Mostra-me o teu amor.
De que cor são as tuas cuecas hoje?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Coisas incríveis que me dizem na triagem...



Na triagem...


- Então diga-me lá de que é que se queixa?
- Anda cá Manel.... Ó Manel, sabes qual é o pé que me dói?

 Repita, não percebi. Então mas não sente a dor???

- Diz-me que tem diarreia. Viu se tinha vestígios de sangue ?
- Sei lá, ó menina eu costumo cagar sentado.

Ahhhh desatei a rir a imaginar a cena. De diarreia e a cagar de pé era coisa para dar um novo look ao wc, muito melhor que pintar à pistola.

- Então o que a traz por cá.
- Há dois anos dei uma queda...

Ai valha-me a santa...

- Resuma por favor. O que se passou há dois anos não interessa.
- Há um ano fui ao médico e ele disse-me que tinha diabetes...
- Resuma mais...  Só me interessa hoje. Hoje o que lhe aconteceu para vir cá à urgência?
- Hoje? Hoje nada!... Hoje finalmente tive tempo para vir cá.

Muito bom. Escrevo no diagnóstico provisório, falta de tempo!

- Bom dia. Porque veio à urgência?
- Não sei bem.
- Não sabe? Mas o que sente?
- Não sei.
- Tem dores? Tem febre? 
- Não sei....

Mau. Se não sabe, eu é que sei?

- De que se queixa afinal?
- Ando chocho. É isso chochito!

Siga... episódio de urgência " doente diz-se chocho"  Sic.

sábado, 13 de outubro de 2012

E depois, o dinheiro para as pilhas?

                                                                                 

No meu trabalho não tenho só dias agitados e coisas tristes. A pressão, as dificuldades e o instinto de sobrevivência levam a que o espírito de entreajuda, a camaradagem e as gargalhadas estejam sempre presentes, e que os tempo mortos sejam passados entre algum descanso e brincadeiras permanentes. Quando não temos que fazer inventamos, damos largas à imaginação e fazemos trinta por uma linha...

A Marta é minha colega de equipa, a alcunha dela é Lsd porque é alucinada, tem um ar divertido, puro, meio doido, desbocado, repleto de palavras fáceis que lhe saem pela boca fora em catadupa sem pensar muito bem no que diz. Por ser assim já sofreu na pele alguns dissabores, e olhares maliciosos.

A nossa televisão da sala de pausa é um cangalho podre de velho, quadrada, pesada, antiga, pendurada num suporte no tecto, bem no alto, já sem comando à distância e em que a tonalidade dos intervenientes no ecrã é um verde Kiwi, meio extra terrestre dando um ar intrigante e extra sensorial a qualquer programa mais normalzinho que por ali apareça. Como acessório imprescindível temos um cabo de vassoura que serve para mudar os canais e ajustar o som quando é preciso ouvir alguma coisa... muito raramente, porque pouca coisa tem interesse nos canais portugueses para ser ouvida.

Esta semana a nossa máquina infernal morreu. Kaput! A malta que já anda triste com os cortes, a troika e à beira da depressão, ficou revoltada com a ausência da fada sininho das manhãs da tvi, da mulher eco da Sic, e da Sô Dona Fatinha do programa que ajuda pessoas que têm estofo para chorarem em publico e exporem-se mais do que o necessário para terem uma ajuda, e ainda a magia dos programas a altas horas da noite que terminam sempre numa descida única e exclusiva ao mundo maravilhoso dos milagres das televendas.

Como há vários dias que não há televisão o chefe de equipa de banco resolveu fazer entre todos os funcionários do serviço uma recolha simbólica de verbas para podermos comprar uma tv nova...assim estipulou-se 5 euros a cada um. Ontem passou pela nossa sala de pausa na passagem de turno para recolher o dinheiro dos elementos presentes, todos tirámos a notita de 5 euros e demos, vai a Lsd e pumba dá uma nota de 10 euros.

Dr X- São só 5 euros, não são 10.
Lsd- Mas eu quero dar dez... porque de certeza que do dinheiro desta gente toda ainda vai sobrar algum, e  com o que sobrar, compra um vibrador aqui para o serviço. Nem precisa ser uma coisa muito especial, secção de pequenos electrodomésticos, linha branca... se quiser até vou consigo... mas olhe que era uma excelente ideia para ter aí numa gaveta.
Dr X- Ai Marta, lá está você com as suas coisas...Disparate.
Lsd- Disparate nada, juro-lhe que melhorava em muito a qualidade dos serviços prestados e o humor das equipas de trabalho, acabavam-se as que não pinam e as que mal pinam, e se os machos ficassem tristes e com inveja não havia problema, aqui não há desigualdade e também podiam experimentar. E se não percebeu bem o que é pinar porque não deve ser do seu tempo é truca truca, aquela coisa que até os bichinhos gostam...
Dr X-  a rir... Valha-me Deus do que te lembras!.
Lsd- Vá esqueça, dê cá o troco... ia haver guerra por causa do dinheiro para as pilhas.

Toda a gente a rir...
Omg Lsd, só tu rapariga.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O gajo do machado...



É saudável rir das coisas mais sinistras da vida, inclusive da morte. O riso é um tónico, um alívio, uma pausa que permite atenuar a dor.
Charlie Chaplin


No primeiro dia de trabalho dou por mim a rir como há muito tempo já não ria. Confesso que já tinha saudades, do espírito de equipa, da amizade, da entreajuda entre nós. Adoro os meus colegas de trabalho, a cumplicidade só nossa nos pequenos gestos disfarçados que dizem tudo, nas trocas de olhares dissimuladas que só nós entendemos, nos silêncios onde tudo se diz sem uma única palavra, ou apenas no levantar de sobrancelhas quando algum de nós diz alto aquilo que não deve.

Hoje o Dr MM foi ao cesto dos socos à procura de uns socos 44, e não encontrou nenhuns completos. Restavam apenas 3 pares de socos que lhe serviam, mas só com pés esquerdos, mas o MM que é um gajo despachado e divertido não se atrapalhou, toca de calçar os dois socos esquerdos e fazer-se à vida. A figura era hilariante parecia um palhaço com as biqueiras das socas com o ângulo ao contrário, e por onde passava toda a gente ingenuamente lhe dizia: Ó Dr. MM tem dois pés esquerdos, ao que ele respondia: acabei de descobrir que por aqui há mais gente com pés direitos que esquerdos, gosto de fazer a diferença.
E lá andou ele as12 horas de banco com dois left feet, e nada raladinho.

Mais tarde...

Recebemos um poli traumatizado por acidente de viação, embate a baixa velocidade, consciente, orientado, com escassas escoriações na face e membros inferiores, e sem lesões graves aparentes, que após realizar exames complementares de diagnóstico, protocolo de rx e tc de cranio, se encontrava deitado na sala de emergência a aguardar observação pela ortopedia e pela cirurgia maxilo-facial. Enquanto os doentes aguardam pelos cirurgiões, nós senta-mo-nos na nossa área de trabalho, observamos o doente, os monitores e falamos claro está... beca beca entre nós... nada de novo pois.

Hoje o tema da conversa era a separação de bens do meu colega Duarte de quem já falei aqui, e que  apanhou a namorada com quem vivia em plena acção de pinanço com outro. O Duarte na altura saiu de casa, da casa que era dele e não trouxe nada... apenas a roupa que tinha vestida e o carro que utilizava. Já passou um ano e gradualmente o Duarte tem tentado reaver aquilo que era dele, desde objectos pessoais, e coisas que comprou fruto do seu trabalho e dos muito turnos que faz.

Dizia o Duarte em conversa inflamada: um dia passo-me da marmita, salto o terraço, entro lá em casa, levo um machado, retraço-lhe a mobília toda e deixo-lhe uma pilha de paus para se aquecer no inverno. De repente quando olhamos para o lado vê-mos o doente nu, semi sentado na maca de olhos esbugalhados a olhar para todos nós, de dedo no ar...Você não faça isso, nem sabe no que se mete, olhe que eu sou juiz e quem o avisa seu amigo é... fica sem mobília e ainda vai preso.

Gargalhada geral....