segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um ano da minha vida em balanço...



2014  será na minha vida o ano de todas as mudanças. 

-Passei a meia noite do dia 31 para 1, do ano de 2014 completamente sozinha, em viagem depois de um dia longo de trabalho que durou até às 24 horas. Deveria ter adivinhado que 2014 prometia ser um ano cansativo. Fui acabar o resto da noite em casa de amigos.
-Em Janeiro resolvi deixar a Ericeira e vir morar para mais perto de Lisboa. Mudei-me a 14 de Janeiro.
-Mudei de horário de trabalho. De 35 passei para 40 horas semanais e notei muita diferença. Mais três turnos por mês. Muito mais cansaço, menos tempo disponível.
-Em Fevereiro fui com uma amiga à Suiça e encontrei-me nos Alpes Suíços com o homem que me faz feliz. Foi amor e uma cabana, ou melhor, amor e um chalê na montanha rodeados de neve. A vida provou-me que às vezes os Contos de Fadas acontecem. São infinitamente raros mas acontecem.

-Em Abril tive a minha primeira multa. Por excesso de velocidade. Num túnel de Lisboa. Por acaso sem mais penalizações porque foi a primeira. Avisaram-me, repreenderam-me mas pagaram-me a multa. Soube-me bem. Um grande gesto do meu maior amigo porque faça eu a merda que fizer ele estará sempre lá para mim. E eu para ele. Incondicionalmente.
-Fiz duas mudanças de casa e passei por 3 casas. A segunda mudança a 1 de Julho.
-Remodelei a casa onde moro. E pus tudo ao meu gosto com relativamente pouco dinheiro.
-Decorei a casa com tudo novo. E deu-me um prazer enorme. 
-Tirei um sinal de uma perna que pensava ser maligno. Felizmente veio negativo para malignidade.
-Fui de férias para o Algarve com os meus amigos. Nem tudo correu como eu esperava. Tive dias de me sentir só apesar de acompanhada.

-Estava ainda de férias quando recebi uma noticia terrível referente à saúde de uma das minhas maiores amigas, aquela que é minha amiga desde a primária até hoje. Fizemos juntas o secundário e separamo-nos no 12º ano quando escolhemos percursos profissionais diferentes, mas a confiança e a amizade duram até hoje.
-A 31 de Agosto celebrei uma data. Dois anos na companhia do homem que tem sido para mim uma agradável descoberta.
-Já quase no final do ano quando pensava que tudo o que havia para mudar já tinha terminado, fui contemplada no principio de Novembro com uma mudança de equipa. Saí de onde estava há mais de 17 anos para outra onde o único elo era uma antiga colega de curso. E ainda me estou a adaptar à mudança. Mas estou a gostar.
-Passei de uma equipa de mulheres (só tinha um homem - o Pedrinho) e era conhecida como a Equipa das Gajas, para o oposto, uma equipa só de homens onde eu e outra colega (a tal que foi minha colega de curso) somos as únicas raparigas. Mimadas, protegidas, bem tratadas. Oiço frequentemente - Precisas de ajuda? Dá cá isso que eu faço. - Eu ajudo-te, isso precisa da força de um homem. Já me tinha esquecido e sabe muito bem.
-Comecei a gostar de alguém. Achei que não era possível, duvidei do que me estava a acontecer. Dizem que sim, que me apaixonei. Só agora. Só este ano. E pelo mesmo homem que está na minha vida há vários anos. Continuo com dúvidas se será esse o termo para definir o que se passa comigo. Mas não me incomodo muito com o rótulo a dar ao que sinto. E deixo-me seguir feliz.
-Setembro foi um mês negro. Cheio de nuvens, indecisões, lágrimas. 
-Cometi um erro grave e magoei alguém que não merecia. Porque gostamos um do outro a poeira assentou mas os grãos conforme a luminosidade do dia ainda são visíveis por lá. Dependerá de nós e da ajuda da passagem do tempo soprar o resto para longe. Vamos ver até onde o futuro nos leva. Por aqui não se fazem planos. Deixo-me ir ao sabor da viagem.
-Tive duas surpresas. Ambas inesperadas como passo a redundância são todas as surpresas, e ambas más. Eu que há anos peço uma surpresa boa que me deixe de sorriso feliz, tive direito àquelas que eu não queria mas a vida quis e a surpresa boa nunca chegou. Ainda não foi desta. Continuo ao fim destes anos todos à espera. Quem sabe um dia vai chegar. Um dia alguém vai surpreender-me.
-Juntei-me a um grupo aventura, onde fui muito bem vinda e me sinto em casa. Temos feito umas coisas giras. Muitas mais virão.
-Tive o meu primeiro acidente de carro. Com custos elevados. A mãe depois de muito refilar, de resmungar até ao osso, lá me socorreu e pela primeira vez na minha vida ofereceu-me o dinheiro do arranjo do carro. E foi muito.
-Voltei a fumar depois de 7 anos. Estou a tentar desistir de novo.
-Perdi e ganhei. Pesando ambos na balança, ganhei mais do que perdi.
-Perdi pessoas, ganhei outras.
-Magoei e magoaram-me.
-Senti dor e pavor. Senti orgulho e impotência. Chorei perdidamente e ri às gargalhadas. Sem meio termo como só eu consigo ser.
-Mudei como pessoa. Não sei se para melhor se para pior mas sinto-me mudada, às vezes nem eu me reconheço no que um dia já fui e no que sou hoje. Quem me conhece diz-me também que mudei.

Foi o ano em toda a minha vida em que aconteceram mais mudanças. 2014 foi um ano duro e com alguns revezes mas foi também um ano onde fui de encontro ao que achei que me fazia mais feliz e não me arrependo. Prefiro arriscar e perder do que não arriscar nada e viver num mundo sem sonhos. Sou mais feliz assim. E no balanço final de todos os balanços de vida só o que vivemos plenamente importa, assim por inteiro sem cobranças nem esqueletos no armário.

Venha agora 2015...

Liquefazes-me...




Transformas o meu prazer em estado liquido.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Tenho dias eu...





Hoje acordei com uma vontade imensa de te foder. A ti. Só a ti. E há algum mal nisso? Se eu gosto de ti como nunca pensei ser possível, se temos física e química, se tu mexes comigo, se ambos gostamos e queremos, e se eu posso e quero, porque não? Levantem-se os moralistas, adeptos da moral e dos bons costumes que a uma senhora nunca lhe deve apetecer foder. Ai que horror. Discordo. Não há mal nenhum (embora muitos pensem que sim but who cares?) em desejar foder, assim a palavra nua e crua, dura, forte, intensa, sem nheco-nheco, ron-ron, hanky panky, truca-truca, nem o famigerado fazer o amor...

Fodia-te a mente lentamente e o corpo arduamente, fazia-te suar e suspirar, virava-te do avesso, deixava-te sem norte e sem rumo, perdido em mim, atava-te os braços na minha vontade, prendia-te na minha tesão e abusava de ti até eu querer. Assim sem mais. Sem te deixar respirar, sem teres tempo sequer para te refazeres do ataque. Sem metáforas. Apenas foder pelo prazer que é sentir prazer e ver-te a contorceres-te de prazer. E repetia tudo de novo porque a minha vontade não se esgota num único orgasmo e quando mais te fodo mas vontade tenho de o fazer.

Tenho dias eu... uns dias são bons para amar, outros só para foder.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Natal igual a si mesmo...




Não fui surpreendida pelo Natal nem sequer pelo Pai Natal. Tive o Natal possível e não o Natal que eu queria. O Natal foi no mesmo sitio de sempre, as pessoas à mesa foram as mesmas ( essa parte é bom sinal ) o que foi servido foi igualzinho aos anos anteriores, a animação e a disposição dos intervenientes a mesma, e até a programação da Tv não me desiludiu, emitiu como é habitual o Circo De Natal do Mónaco e repetiu pela centésima vez o filme Sozinho em Casa onde aparece uma criancinha que hoje já deve ter perto de 30 anos e que em tempos teve muita graça. Agora pensam vocês, então mas se noutros canais havia outros filmes bem mais giros e alguns até em total estreia porque ficaste a ver aquela porra? Adormeci sentada no sofá ao fim de dez minutos, eu e os restantes membros da família ( tudo a dormir ) enquanto os pequenos e grandes tiranos da casa que detinham o comando da televisão obrigavam toda a gente a ver aquela xaropada. Claro que o diálogo foi imenso, as conversas interessantes e a companhia muito agradável. A vantagem? Tive um Natal tranquilo, sem confusão, nem conversas de pica miolos, ou para encher chouriços. Passou rápido, aliás nem dei pelo tempo passar... Dormi que nem uma Cinderela.

A parte mesmo boa? Não estive de serviço, estive com quem sei que me gosta, cumpri a minha obrigação como filha e mais parentescos, tive muitos presentinhos, ofereci também muitos e pus sorrisos na cara de gente que é da minha gente, comi num dia o que não como numa semana, e todas aquelas coisas que nunca como e adoro, Lampreia de ovos por exemplo ou Fatias de abóbora...

Quando ao fim do dia regressei a minha casa, entrei na escada do prédio, senti o cheiro a fritos e a óleo queimado e desatei aos vómitos. Por pouco não me "gumitava" toda no átrio do prédio, depois lá entrei no elevador, com a subida e a passagem dos muitos andares (moro pertinho do céu) o cheiro dissipou-se e o meu estômago encontrou algum equilíbrio. Lá "nos safemos".

Para o ano dizem que o Pai Natal volta, Ho Ho Ho! com a mesma alegria e a mesma magia, e parece que a história com as mesmas personagens (ou não) repete-se.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A minha carta ao Pai Natal...

Pai Natal, 

portei-me bem, não empurrei nenhuma velhinha, não atirei o pau ao gato, não cuspi para o chão e só tiro um macaquito do nariz ou outro quando ninguém está a ver, por isso se não fores surdo, OUVISTE?, nem cego, nem esquecido, e souberes ler ( também dava jeito )...

Eu quero muito para o Natal apenas 5 presentes.

First of all, e por acaso o mesmo cromo repetido de há vários anos (sou persistente). Este ainda continua em lista de espera e pelos vistos a menos que arranje um marido rico, ou me saia algum dinheiro - ambos muito pouco prováveis - primeiro porque não quero um marido e depois porque nunca jogo, só me resta continuar a insistir no pedido ao Pai Natal. Milagres acontecem.


Nova Iorque, um dia hei-de ir lá ( ainda não é este ano ).

Segundo pedido, entrou para a minha lista de prioridades e faz parte de mais um sonho que gostava de realizar. Só por acaso é mais uma viagem que faz parte do meu imaginário e que juntei à Lista das coisas que quero muito e um dia hei-de concretizar.

Alaska
E para o Pai Natal não assobiar para o ar, e de mau humor deixar à minha porta o saco vazio, escolhi três presentes possíveis.


Uma destas , pode ser em qualquer cor menos preto, sim Pai Natalinho?


Vestido da Mango em padrão Príncipe de Gales.

E porque a minha casa também merece um presentinho de Natal, estas almofadas vermelhas em Tricot com botões em madeira, podem cair pela chaminé direitinhas para a minha cama. Combinam na perfeição. Dava-me jeito duas. Será pedir muito, Pai Natal?