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| Bansky |
Ontem falava com um amigo sobre homens, tipos de homens. Homens previsíveis. Homens norma. Homem cliché. E acabámos a falar já nem sei como do homem certo para mim. Dizia-me ele que o homem certo para mim seria sempre o que tivesse disponibilidade para me acompanhar nas minhas aventuras, que tivesse tanta curiosidade do mundo e de viver como eu, ou mais ainda, o que fosse capaz de me acompanhar num esfola quando eu dissesse só mata, o que quando eu imaginasse ir, completasse a frase com um entusiasmado vamos. Alguém que gostasse do que eu gosto e o quisesse usufruir comigo, na minha plena companhia, e que fosse o tipo de homem para quem viver fosse todos os dias uma aventura. É esse o teu amor disse ele. O teu grande amor. Sabes que encontrar alguém que goste de nós e de quem nós gostemos já é difícil, mas encontrar alguém que goste de nós e da mesma forma de vida que nós gostamos então é muito mais difícil, é assim como sair o Totoloto e o Joker na mesma aposta, mas tu és uma lutadora e uma sonhadora não desistas que vais encontrar. Quem não desiste dos sonhos consegue. E sabes uma coisa? Admiro-te pelos teus sonhos, pela tua enorme capacidade de sonhar.
Sonhar só não chega. Ajuda, confesso que ajuda. Permite ver só o que queremos, ausentarmo-nos do que não queremos à velocidade da luz para um lugar melhor, mas tem desvantagens, o lugar que imaginamos é sempre muito melhor que a realidade e há que constantemente fazer um esforço tremendo para mantermos os pés assentes na terra e arrumarmos as asas que servem para voar - porque a vida tem que ser vivida a dois pés e não a duas asas sob o risco de nos estatelarmos no chão e catrafodermo-nos. Razão e coração não seguem de mãos dadas, nem sequer lado a lado, há sempre algo de irracional naquilo que nos move o coração e comanda as emoções. Realinho o gps para a forma terrena. Deixo os altos voos para mais tarde. Quem sabe um dia.