sábado, 7 de novembro de 2015

Exercício de escrita matinal...



Repete comigo...

Burra que nem uma porta. 
Estúpida que nem um comboio. 
Atrasada mental. 
Idiota chapada.
Parvalhona de merda. 


Dizem que o amor é cego. Foda-se o gajo é cego e estúpido como o raio. Precisava o amor e eu com um martelo de orelhas pelos cornos abaixo até o martelo guinchar. Estupidez maior que o tal de "amor" não deve haver à face da terra. Desliga os neurónios, mata o tico e o teco, atrofia as sinapses, embrutece-nos para tudo o que nos rodeia, alheia-nos da verdade e do bom senso enquanto estamos entretidos a ouvir o piu-piu dos passarinhos e admiramos as borboletas à nossa volta a esvoaçar. Boa merda pá. Eu que nunca me apaixono, que mantenho sempre a razão acima do coração olho para trás e só tenho mesmo uma pergunta que me confunde. Onde é que eu AC estava que não me encontro. 

Como foi possível?

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Espero que esta maldita chuva passe...



Limpa  as feridas, sacode o vestido, ajeita o cabelo, cospe nas mãos e limpa as lágrimas. Caíste? Tens bom remédio, levanta-te. Dizem que os homens não choram e tu sabes que as mulheres de fibra, aquelas que querem ser mais mulheres que as outras, também não. Tens que manter a pose, endireitar a figura, manter a altivez, virar as costas. Seguir o teu caminho. Continuarás a provar ao mundo que nada te afecta, que tu és tu e os outros são paisagem, que a vida continua em frente e que se sobrevive a tudo sempre. Sobrevives sempre. Ninguém quer saber das tuas mágoas, se a vida te pesa ou é leve, se os teus sonhos explodiram no céu em mil pedaços desfeitos em cores, e brilham lá longe. Distantes.

Vais agarrar-te à tua máxima que somos na vida aquilo que deixamos que ela faça connosco, e tu não vais deixar que ela te leve as gargalhadas únicas, a voz de cana rachada a cantar as tuas músicas nas tuas viagens de carro, as imagens de todas as boas recordações, o teu sorriso doce, e o teu olhar profundo de menina repleto de sonhos. A vida pode retirar-te tudo, dar-te cada vez menos, sacanear-te quando menos esperas, espetar-te espadas afiadas, (as tais que tanto temias) ou atirar-te tijolos repetidamente, mas tu não vais deixar que nada seja tudo. Que o que te falta seja apenas o que tu tens. A vida não pára.

Sorri, sabes bem como mereces ser feliz. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Packing things...




Porque hoje estou assim, pequenina. Porque me apetecia mimo e o teu colo. Um beijo despreocupado e ausência de responsabilidades de gente crescida. Ficar sossegada a ouvir-te contares-me histórias. Esquecer-me da confusão do dia e simplesmente sorrir e ficar.

Às vezes também eu preciso de colo.

-Rita Leston-

Arrumo a tralha. Preparo me para ir. Sinto-me a ir...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Altos voos, grandes clichês...


Bansky

Ontem falava com um amigo sobre homens, tipos de homens. Homens previsíveis. Homens norma. Homem cliché. E acabámos a falar já nem sei como do homem certo para mim. Dizia-me ele que o homem certo para mim seria sempre o que tivesse disponibilidade para me acompanhar nas minhas aventuras, que tivesse tanta curiosidade do mundo e de viver como eu, ou mais ainda, o que fosse capaz de me acompanhar num esfola quando eu dissesse só mata, o que quando eu imaginasse ir, completasse a frase com um entusiasmado vamos. Alguém que gostasse do que eu gosto e o quisesse usufruir comigo, na minha plena companhia, e que fosse o tipo de homem para quem viver fosse todos os dias uma aventura.  É esse o teu amor disse ele. O teu grande amor. Sabes que encontrar alguém que goste de nós e de quem nós gostemos já é difícil, mas encontrar alguém que goste de nós e da mesma forma de vida que nós gostamos então é muito mais difícil, é assim como sair o Totoloto e o Joker na mesma aposta, mas tu és uma lutadora e uma sonhadora não desistas que vais encontrar. Quem não desiste dos sonhos consegue. E sabes uma coisa? Admiro-te pelos teus sonhos, pela tua enorme capacidade de sonhar.

Sonhar só não chega. Ajuda, confesso que ajuda. Permite ver só o que queremos, ausentarmo-nos do que não queremos à velocidade da luz para um lugar melhor, mas tem desvantagens, o lugar que imaginamos é sempre muito melhor que a realidade e há que constantemente fazer um esforço tremendo para mantermos os pés assentes na terra e arrumarmos as asas que servem para voar - porque a vida tem que ser vivida a dois pés e não a duas asas sob o risco de nos estatelarmos no chão e catrafodermo-nos. Razão e coração não seguem de mãos dadas, nem sequer lado a lado, há sempre algo de irracional naquilo que nos move o coração e comanda as emoções. Realinho o gps para a forma terrena. Deixo os altos voos para mais tarde. Quem sabe um dia.

domingo, 1 de novembro de 2015

Não me chamo Alice...[mas parece]




E agora Alice?
Qual o caminho certo para a tua wonderland? Aquele de à dois passos atrás? Volto para trás? O que deixaste passar porque achaste escuro? O com mais luz? O mais curto? O mais longo? O que só desce? O que só sobe? Aquele que não te pareceu ser sequer um caminho?
Não há caminho?

Qual caminho? (wonderland há, tem que haver)