sexta-feira, 31 de julho de 2015

É verão vamos lá trabalhar em bermudas...


Fato de circulação em versão meia perna. Sou grande, só não sou é grande coisa.

          Olha o Cantinflas!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lugares especiais...


E não são precisas mais palavras. 
Porque há locais que dizem tudo...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Este circo é uma comédia...






"Não te esforces tanto, as melhores coisas sucedem quando menos esperas. 
E tudo o que sucede, sucede por uma razão."

Gabriel García Marquez



Acrobata do amor, trapezista de sonhos, contorcionista no prazer, malabarista de economias, domadora de leões, amansadora de feras, feiticeira de improváveis, devoradora de fogo e de homens. Aqui há animais amestrados, palhaços, alguns ricos outros pobres, mas todos se esforçam por fazer acontecer música e arrancar gargalhadas à plateia. Muitos mágicos, esses os verdadeiros senhores do espectáculo capazes de tirar coelhos da cartola, moedas de trás das orelhas, transformar lenços em pombas vivas e em qualquer segundo acrescentar magia a um universo de impossíveis.  São os meu preferidos. Transportam-me para todo um mundo novo, totalmente desconhecido e arrebatador. Com muito pouco fazem muito. Com uma mão cheia de nada, quase tudo. Basta cerrar os olhos e deixar acontecer. E voar nos sonhos da magia. 

Nuns dias, índios de olhos vendados atiram setas ou punhais que quase acertam na rapariga tímida e desprotegida mas destemida, neste jogo que era para ser a sério mas é a fingir. Ou será o contrário? Nunca sei. Noutros, dias, cowboys de barba de dois dias sacam das pistolas e entram a matar. Raspam orelhas, cortam alças de soutiens, desabotoam botões de vestidos que acabam por cair no chão perante uma assistência em silêncio, boquiaberta, perdida entre o imaginário e o impossível. É preciso esperar. Esperar para ver. A heroína, uma verdadeira artista de circo submete-se ao espectáculo todos os dias e sobrevive. Sobrevive sempre. Não lamenta as nódoas negras, as mazelas que a vida circense lhe vai deixando no corpo. Sai do palco de cabeça levantada e a sorrir, embrulhada no manto de purpurinas brilhantes porque sabe que amanhã é outro dia e haverá outro espectáculo. Agradece os aplausos e corre veloz dali. Feliz, segura do seu destino, da vida que escolheu, da sua coragem e do dever de missão cumprida. Anões, aberrações, elefantes que saltam à corda, macacos de vestido de alças e saltos altos, porcos a andar de bicicleta, cartomantes, videntes, bruxas de vassoura e leitoras de sina são parte do espectáculo. Ai a triste sina.


A vida é um circo.
Bem vindos ao circo.

terça-feira, 28 de julho de 2015

A brincar também se cuida...

Abby, de quatro anos sofre de leucemia. O seu maior sonho era casar com o seu enfermeiro preferido - Matt. O hospital e toda a equipa que a acompanha resolveram tornar-lhe o sonho possível. Nesta cerimónia de faz de conta não faltaram o vestido branco, o véu, o bouquet de flores, a marcha nupcial, o bolo de casamento, e até um carrinho de brincar cor de rosa com um lugar apenas para a noiva foi decorado com um letreiro casados de fresco. E algumas das fotos são estas.





"This is why we go into nursing"

 - Matt -

É mesmo!

E às vezes conseguem-se verdadeiros milagres com tão pouco. Basta querer para fazer acontecer.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Kamikaze...




Tenho uma folga de 24 horas. Um dia inteirinho para eu gastar como me apetecer. E o que me apeteceu? O que me bateu assim forte com uma saudade imensa e uma nostalgia profunda? O meu sul. O meu azul a sul.

Vou regressar lá, assim de rajada, em versão kamikaze. Vou mas volto rápido, muito mais rápido do que eu queria. Mas aqui joga-se o tudo ou nada. É pouco, de facto quase nada, mas mesmo o muito pouco é um bocadinho melhor que o nada. E pensei, pensei, pesei prós e contras, analisei tempo de viagem, custos e eteceteras e resolvi ir.

Apostei no quase nada.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A língua inglesa tem destas merdas...





- Ó Miss AC venha cá!
- Miss eu ? De Miss não tenho nada! Está tão enganado...
- Não é miss dessas, é das outras.
- Não percebi. Troque lá isso por miúdos.
- Não é miss dessas de boazona, é miss da outras de ser solteira!
- Eu que pensei que me estava a chamar jeitosa, afinal era mesmo só encalhada. Olha a porra!

Uma sala cheia de médicos, tudo a rir...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Um alguidar de ameixas amarelas...





Chama-se Carla. Senta-se na cadeira da Triagem a soluçar. Lavada em lágrimas não consegue sequer falar. Espero um bocadinho que soluce tudo, que fungue as vezes que precisa e que no fim se acalme. Carla, diga-me lá o que lhe aconteceu? Explica-me que caiu na rua, num buraco. Tem um dos dentes incisivos partido, sangra abundantemente do lábio, cotovelo esfolado com uma ferida de abrasão mas tirando isso não vejo muito mais.

- Carla diga-me o que lhe dói?
- Não me dói nada. Mas dói-me tudo.

espero... que na minha profissão saber esperar é uma virtude e deixa em aberto uma infinidade de acontecimentos.

e a Carla continua...

-Pela primeira vez em 6 anos ia conseguir assistir ao sarau de natação dos meus filhos, nunca pude ir, estava sempre a trabalhar e nunca consegui que o patrão me deixasse sair mais cedo para eu ir lá vê-los apesar de lhe pedinchar e dizer que até compensava as horas noutro dia. Nunca me deixou. Nunca foi possível. Este ano e por razões que a vida ditou, estou desempregada, e pela primeira vez sabia que entre um grande mal eu ia finalmente ter um pequeno bem, poder assistir à festinha dos miúdos. Estava tão feliz, tão feliz mesmo e agora vejo-me aqui no hospital quase sem conseguir falar, sem parte de um dente, cheia de dores na boca e para aqui cheia de sangue... só porque fui parva e caí. Ai que raiva. Não vou conseguir ir assim, não vou para lá assim cheia de dores e sem um dente.

- Quem disse isso? Pois eu digo-lhe que vai e vai mesmo. Primeiro porque os seus filhos não esperam outra coisa da força enorme que a mãe tem, e em segundo porque eu vou já pedir-lhe os exames radiológicos, só por precaução porque não me parece que tenha nada fracturado, limpar e desinfectar essas feridas e fazer aí um penso curativo jeitoso, vai fazer medicação para as dores, e a seguir vai lavar a cara, limpar esse sangue, por uma base, um blush, chamar a si a caixinha da saúde lá de casa, vestir uma roupa limpa e catita, espetar na cara o seu melhor sorriso mesmo sem um bocado de dente e vai à festa e vai mesmo. E no regresso gostava tanto que passasse por cá, só saio às 23 e adorava conhecer esses miúdos olímpicos que nadam num Sarau. Não é um buraco no passeio que a vai afastar de onde sempre quis estar. E acho que no final disto tudo ainda nos vamos rir as duas, que me diz Carla?

Sorriu para mim ainda meio a fungar por entre alguma dor e lágrimas, mas acenou com a cabeça a dizer que sim. No final do dia ainda tive direito à visita de uma mãe babada, com dois putos reguilas pela mão e um alguidar de plástico cheio de ameixas amarelas da horta dos pais. 
Acho que nunca aqui disse mas foi pela vontade de curar mais as feridas da alma que as do corpo que escolhi fazer o que faço há anos. Não sei se faço bem, se calhar não, mas juro que faço com vontade e gosto pelo que faço e depois destes anos todos, arrancar um sorriso a quem está magoado e a sofrer é das coisas que mais me enche o coração, e não haverá dinheiro nunquinha na vida que chegue para me pagar isso. Prefiro de longe ser paga com um alguidar de doces ameixas amarelas.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Uma das razões porque ainda continuo a acreditar no mundo em que vivo e nas pessoas que dele fazem parte...




Chama-se Carolyn tem 28 anos e vem do Colorado - Denver para atravessar de bicicleta parte da Europa até à Eslovénia por uma ciclovia a EV8 - EuroVelo que começa em Cadiz atravessa parte de Espanha, França, Itália, Grécia e por aí fora, completamente sozinha, com uma motivação e energia contagiantes e com muito menos traquitana e tarecos do que eu. Falámos da montanha, das suas e das minhas, de rappel e slide, e montanhismo, e escalada que eu não domino mas um dia quando for grande e com jeito para a coisa adorava saber fazer. Falámos de neve e de ski, e do prazer que é descer uma montanha e sentir a velocidade e o vento a bater na cara. Uma americana que nunca tinha visto o mar, nunca tinha ido à praia, não tinha sequer trazido bikini, não sabia o que eram lulas, e vi-me aflita para lhe explicar porque não me recordava como se dizia a palavra em inglês, mas mostrei a lata de conserva a um holandês e ele chutou num ápice - Squid! Fez uma cara feia e disse que era nojento (recusou-se a provar).

Sentadas no chão de pernas à chinês, partilhámos chá quente e bolachas, sopa, fruta e falámos de Lisboa, de História de Portugal, das profissões de cada uma, (ela é professora do ensino básico), de amor (ou não fosse tão mais fácil falar de amor e desamor com quem não conhecemos e que nunca mais vamos ver). E já de noite o calor de uma fogueira e a luz da lua adormeceram-nos cansadas, uma para cada lado enroladas nos sacos cama.

Foram só dois dias... e duas noites. Mas seguramente que me marcou. Inexplicavelmente há pessoas que passam à velocidade da luz na nossa vida e deixam marca. Quando partiu deixou-me tudo isto que aqui relato, escrito num bilhetinho colocado debaixo de uma pedra à porta da minha tenda, e ao ler confesso que a gaja feita de pedra que dizem que sou eu, amoleceu, e as lágrimas vieram-me aos olhos.

Dear Ana,

Thank you so much for everything you did for me these past two days. It was so kind of you to share meals with me, and even lend me a swimsuit! I loved getting to hear about your life as a nurse in Lisbon, and about your adventures, trekking and skiing! If you are ever in Colorado i would love to show you around. Enjoy the last few days of your vacation! If you would like to follow my trip, find me on Facebook, or instagram at ******

Obrigada.
Carolyn



 Obrigada eu Carolyn:))

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ver melhor, sentir melhor...ou quando novamente do pouco se faz afinal tanto.




Depois de uma semana instalada num apartamento (que é dos meus pais) num condomínio com piscina e tal e tal e cansada da boa vidinha resolvi dar alguma tareia ao corpo e tirar 5 dias algures por aí, sem destino, só eu mesma, uma tenda, um saco cama, uma lanterna, alguma roupa, uns tarecos de plástico e um carro claro está. Assim sozinha nunca o tinha feito, achei que ia sentir-me demasiado só, a ter que enfrentar algumas dificuldades e muito desenrascanço que não sabia se iria correr bem.

Mas correu... partilhei comida, que era pouca mas sobrou sempre, fiz chá e aqueci latas na água quente do chuveiro, provei sementes que desconhecia, protein soup (que acho que era água com ovos partidos e em farrapos lá para dentro), comi saladas de tudo e mais alguma coisa, recebi pepinos, tomates e alfaces de velhinhas e ucranianos, conheci holandeses com um sentido de humor maquiavélico sobre os portugueses, alemães boa companhia para umas quantas Large Beers, e uma americana fantástica* que me soube cativar de uma maneira doce e genuína e no final de tudo deixou-me num choro como se tivesse levado com ela um pedaço de todos os meus sonhos. Jantei debaixo da lua com um Zé advogado, vegan e com dois filhos incríveis, pequenitos mas super bem comportados, fiquei a saber onde encontrar o planeta Mercúrio, Vénus, contei estrelas, orientei-me pela Estrela Polar e todos os dias jantei em êxtase total a ver o por do sol.

Não fiz grande coisa. Mas abri-me ao mundo. Saí da minha zona de conforto. Disponibilizei-me para ver melhor, ouvir melhor, sentir melhor, entender melhor, falei em três línguas diferentes, contei histórias, ouvi histórias, partilhei sonhos e aventuras. Partilhar é aliás a palavra de ordem, seguida do verbo Aprender, aprender e apreender, absorver tudo, porque gosto da diferença, do que é novo e desconhecido, e porque acredito que é isso que na vida vale a pena. 

E confirmo, cada segundo valeu a pena.

* amanhã falarei nela.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Olhem aqui o que descobri...




De mochila às costas, garrafa de água numa mão e guarda sol na outra andei de havaianas por meio de vegetação rasteira, arribas, cascalho, e pedregulhos até perder de vista armada em turista maluca. E pelo caminho encontrei esta preciosidade. Chama-se Praia do Chiringuito. o acesso é mau mas não tão mau assim, e é uma praia lindíssima e quase por descobrir. No areal estavam eu e uma dúzia de pessoas, ( o que se confirma pela foto ranhosa tirada com o meu telemóvel) e quando digo uma dúzia se calhar peco por excesso.

Se puderem dêem lá um salto não se vão arrepender e o esforço vale bem a pena.

domingo, 12 de julho de 2015

É. Tenho saudades...




É. Tenho saudades.

Tenho saudades do "bom dia" e de me perguntares se estou bem. Sinto a falta que me ligues, só porque te apetece contares-me as mesmas coisas. Tenho saudades que me oiças, quando é a minha vez de ter a cabeça em água. Tenho saudades do teu abraço e do teu cheiro. Sinto a falta do teu beijo e do teu sorriso. Tenho saudades do teu beijo de boa noite e de te dizer que gosto de ti. E de me dizeres que gostas de mim. Tenho saudades de me dizeres que tens saudades. Sinto a tua falta aqui.

É. Tenho saudades.
Tuas.
É. Sinto falta.
De ti.


Rita Leston - Gosto de ti, e então?

sábado, 11 de julho de 2015

Esbardalhar a modalidade olímpica já!




- O melhor é dançar.
- E sermos julgados loucos senhor? Nunca.
- Você conhece algum lúcido feliz?
- Tem razão senhor. Vamos dançar!

Alice no País das Maravilhas.


Hoje diverti-me no desporto nacional da malta que adora mar e ondas e que consiste em tentar saltar por cima de cada uma delas, das grandalhonas, das que metem respeito. Claro está que o difícil está nisso, o normal é mergulhar por baixo delas e não tentar fazer-lhes uma pega de caras enquanto se reza aos santinhos para se ter sorte.

A maior parte das vezes a coisa corria mal como qualquer pessoa com alguma lucidez previa e eu esbardalhava-me toda com a onda a bater-me no focinho e a deixar-me com uma mama de fora e o mealheiro com a ranhura à mostra a pedir moeda enquanto eu desmanchava-me a rir às gargalhadas e tentava compor-me e manter-me de pé.

Mas ri-me tanto e tanto... 
E quanto ao que pudessem pensar? Olha que se lixe! 
Eles ficaram com meia mama, e um rego do cu esbugalhados na retina, e eu fiquei com uma das melhores tardes de praia da minha vida.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Vamos à la playa ...




Acabei de fazer 8 horas de praia. O equivalente a um dia inteirinho de trabalho. Nem sei como consegui mas nem dei pelas horas passarem. Confirmo então que tanta motivação advém do emprego ser bom.

Eu e a palavra férias podíamos assumir um compromisso para a vida -prometo ser-te fiel até à morte e tu prometes fazer-me feliz para sempre. 

E era até que a morte nos separe.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A sul...algures pela 125 azul.




É impressão minha ou os dias por aqui estão a passar a uma velocidade furiosa? Férias andem devagarinho, porque que eu saiba ninguém está com pressa e é preciso fazer render o peixe. E que dure e dure...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quarto com vista para o mar...





Abro-te as portas querendo a tua luz,
numa sede de ti que não se acalma.
Não me negues a água que mata a minha sede.
Desejo o teu incêndio queimando a minha alma.

Maria Teresa Horta


Do desejo intenso que me invade guardo-te o cheiro ainda nas mãos, o teu cheiro. Não chegou. A merda é que nunca chega. Sabe sempre a pouco, o tanto que é quase nada. Da dura luta que comigo travo arde-me a pele, queimo-me no fogo que não controlo e que há muito desisti de apagar.

Quero tudo de novo. 

Ocupar-te o corpo, rasgar-te a roupa, estraçalhar-te com as mãos, apertar-te, agarrar-te, usar-te o tesão, abusar-te, montar-te e apoderar-me de ti sem pudores. Uma e outra vez. E quero lá saber. És tu à minha mercê para eu deixar rendido, seduzido, saciado, sem hipótese. Sem deixar que o tempo tome conta de nós e controle pelos minutos o que só nós queremos incontrolável e sabemos como. E a ti deixar-te que me devores com sofreguidão, ou não.

Que me empurres e esmagues com o teu corpo, me dês voltas e voltas sem saber aonde estou ou para que lado estou, e me segures no cabelo daquela forma só tua enquanto me sussurras tesão pura ao ouvido. Que me beijes e acaricies, e toques e sorvas, e trinques, e lambas e comas. Entra em mim, por mim adentro, enquanto observas como me ofereço, ou como me toco para ti, como me quiseres, exposta, vulnerável, sem limites, porque sabes que sou tua e que te desejo intensamente. Oiço-te repetir uma e outra vez baixinho, tu não existes, oh tu não existes. Oh tão bom, tão bom. E esgotares-te. 

Depois já na outra dimensão para onde viajo contigo, que não sei onde fica nem para onde me levas, esqueço-me de mim, do mundo. De nós ficam as marcas, o rasto de suor e sexo que ficam pelo caminho. As roupas esquecidas, os lençóis encharcados, o teu olhar no meu, a felicidade nos teus olhos, o teu enorme sorriso, o teus gemidos de prazer, o teu prazer no meu prazer, o nosso prazer em nos darmos prazer, os meus suspiros, a minha felicidade, as minhas palavras... mais e mais. Quero mais. Vou querer sempre mais. E tu sabes isso.

...

Não há retorno, nem regresso possível. Nesta viagem quero que o bilhete seja só de ida. Para poder ficar. 

Exausta, mas de ti nunca me canso.

domingo, 5 de julho de 2015

Azul a sul...









- Que manhã tão bonita! - disse ela. - Nunca vi uma manhã tão azul, tão verde, tão fresca e tão doirada. E foi pela floresta fora dançando e dizendo bom-dia às coisas. Primeiro acordaram as árvores, depois os galos, depois os pássaros, depois as flores, depois os coelhos, depois os veados e as raposas. A seguir, começaram a acordar os homens.



A FADA ORIANA 
Sophia de Mello Breyner Andresen

Pintei de azul o céu em azul celeste, azul sem nuvens, pintei de azul o mar a sul no meu Atlântico azul. Blue navy, blue sea, deep sea. Something old, something blue. Dias felizes ao sol, a sul, em azul atravessado do sal que é a minha vida.

E o horizonte azul ao fundo.

sábado, 4 de julho de 2015

E agora?


Já havia as diferentes coisas das Américas a várias velocidades, em versão Executive Top, Media Class Plus, e Basic with Discount Super Plus conforme o gosto do freguês. Agora temos por cá uma Europazinha, inha inha à beira da divisão "do colapso".

 Ou da divisão em lebre, tartaruga e defunto.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Coisas mesmo boas. Quando...




Quando ele é maravilhoso! 
E não porque é o super homem ou porque na cama faz mortais encarpados e piruetas conjugadas com triplos mortais e flick flacks à retaguarda só para fazer acontecer magia ou levar-me ao céu. Não, nada disso... Simplesmente porque é ele, porque me faz feliz e porque eu sinto que se esforça mais que muito em me fazer feliz. E essas coisas não se fingem, sentem-se e pronto. Sente-se no corpo, no olhar, nos beijos trocados, na presença, nos sorrisos, na sintonia, nas palavras ditas e até nas que se calam e guardam para não dizer. E quando aparvalhada com o que me aconteceu e que não controlei de todo me pergunto o que me levou a gostar de alguém quando garanto convictamente e muito senhora de mim que isso estava a milhas dos meus planos, quando sempre fugi de relações e ralações, percebo finalmente nestes momentos o que o torna tão especial para eu afinal gostar tanto de andar por aqui.