segunda-feira, 27 de junho de 2016

De alma cheia...



O dinheiro vale o que vale. E vale sobretudo pelos pequenos prazeres que compra. Pode comprar uma viagem, um bom jantar, uma entrada num espectáculo, aquele fim de semana junto à barragem que andámos a sonhar, as férias no lugar onde nunca estivemos. Trabalho precisamente para isso, para encher os bolsos com as moedinhas que depois vou a correr gastar no que me dá verdadeiramente prazer. Não ligo a bens materiais, não ligo a marcas, vivo apenas com o que considero essencial e cómodo para viver. Não me falta nada mas não encho a vida de objectos inúteis. E depois de falar com amigos que conseguem viver bem e felizes com muito menos percebo afinal que gastamos parte da vida a comprar merdas que depois passam de moda, passado um tempo são lixo e não servem absolutamente para nada. Há que carregar menos peso e viajar pela vida cada vez mais leve. A sociedade e a publicidade impõem-nos regras, ditam-nos ordens de consumo, criam necessidades que afinal não são assim tão essenciais. Aprendi com o tempo a distinguir o que é essencial do que é descartável, inútil e acessório. É usar o dinheiro, gozá-lo, e jamais deixar que ele nos use. Esse é o segredo.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Rick Forrestal: We must collect... moments, good people, good memories, not money.

      Eliminar

Diz aí nada ou coisa nenhuma.