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Cascatas de Vila de Rei - Uma delas... são várias. Foto ranhosa tirada com o meu telemóvel. |
Cascatas de Vila de Rei.
Rochas a pique, subida a pulso agarrada a cabos de aço suspensos nas rochas até à zona da nascente da cascata. Uma paisagem de cortar a respiração. Uma altura muito acima das copas das árvores. Percurso de dificuldade 4 numa escala de 1 a 5. Um calor de morrer, sol a escaldar na pele, um calor enorme na cara do esforço, o coração a bater a 160. Julguei que morria. Não foi pêra doce. Fez-me repensar que enquanto o Verão durar não há trilhos de dia com o calor que faz. Dou-me muito mal com o calor, aliás detesto calor exagerado, sou hipotensa e tenho quase sempre a tensão em valores muito baixos, com muito calor fico mais para lá do que para cá. E já estava mais para lá. A sorte foi ter levado 4,5 litros de água, distribuídos por 3 garrafas de litro e meio (um peso brutal na mochila a somar a muitas outras coisas) e ter bebido em 3 horas as três garrafas de água pois corria o sério risco de desidratação. Quando cheguei cá abaixo já sem água a primeira coisa que fiz foi bater à porta de uma quintinha que por ali havia, e pedir para me darem água. Uma velhota simpática lá nos deu água e um duche de mangueira a todos. Foi super. Há gente muito boa por esse Portugal fora. Com o coração de tamanho inversamente proporcional à quantidade de dentes. Algum do pessoal já de rastos foi para estrada para pedir boleia para regressar à vila e não fazer os mais de 5 Km que restavam, eu e mais 10 ficámos. Não sou de desistir.
Mais uma vez cheguei inteira. Fui e vim. E o que importa é chegar.