Domingo, 3 de Junho de 2012

O que não pode faltar no meu verão...Ou "My Summer friends"



                                                                               
A unica coisa que não pode faltar no meu Verão são amigos...já passei Verões a andar de comboio sem destino, ou a acampar em montanhas, ou na praia, ou a fazer voluntariado, passei-os de diversas formas e feitios, viajei de carro, de avião, de camioneta ou de trem bem lento, mas aquilo que nunca pode faltar no meu Verão é a companhia dos amigos, muitos, em grupos grandes, sinónimo de confusão e barulho.

Há muitos anos que equaciono sempre as minhas férias para conseguir estar com as minhas amigas e amigos mais chegados nas férias grandes de Verão, somos um grupo enorme, ao todo uns quinze, divididos por apartamentos num condomínio no Algarve.Temos rotinas semelhantes, partilhamos os lanches na praia, estipulamos ementas de forma a cada um levar uma coisa diferente, fazemos programas de aventuras juntos, e fazemos loucuras que não lembram a ninguém. Já saímos de manhã para ir à Isla Mágica e voltarmos à noite, ou já saímos para ir a Gibraltar passar o dia, ver o rochedo e voltar, o que prefaz aproximadamente oitocentos quilómetros, ou só  para fazer Windsurf em Tarifa, apenas porque sim, porque nos apeteceu e porque quando um diz mata outro diz logo esfola.

Temos noites alegres, muito felizes onde o jantar é algo impróprio e que qualquer mãe jamais permitiria como um crepe de morangos e gelado,  daqueles enooormes que são quase impossíveis de comer até ao fim, depois passamos por uma série de bares a pular e a cantar de copo na mão ao som das musicas mais velhinhas e mais idiotas que é possível imaginar, e acabamos por aterrar nas discos da moda onde dançamos de forma agitada até de madrugada. De manhã quando o sol está a nascer paramos uns minutos sentados no paredão ou na praia para apreciar o maravilhoso espectáculo.... e juro, nestes momentos sinto-me incrivelmente feliz.

A vida sem amigos não faz qualquer sentido, o Verão sem ser partilhado em gargalhadas, euforia, boa disposição, aventuras, piadolas divertidas num grupo coeso e animado não tem piada, porque o que não pode faltar mesmo no meu Verão são amigos.

Sábado, 2 de Junho de 2012

O verão numa cor...Ou os meus diferentes tons de azul.


Diferentes tons de azul...
                                                                       

O meu verão é azul como a série que me acompanhou na adolescência e que eu adorava ver.

Tem o azul esverdeado da cor do mar com a tonalidade adquirida na cor das algas e dos limos. Tem o azul céu nos dias limpos em que o sol brilha intensamente.Tem o azul esbranquiçado nos dias enevoados, com umas manhãs excelentes para ficar na ronha na cama.Tem o azul cinzento nos dias de chuva que não dá sequer para pôr os pés na praia, nos dias em que os shoppings enchem mas eu aproveito para visitar um castelo, ir até à ponta de Sagres, ou descer às grutas do carvoeiro.Tem o azul negro em que chove a cântaros, faz trovoada, e caiem raios e coriscos e eu delicio-me com as minhas séries ou vejo um filme. Tem o azul brilhante, límpido, cristalino da água da piscina.Tem o azulão da cor do meu carro que me leva para todo o lado. Tem o azul com risquinhas brancas do meu bikini. Tem o azul arroxeado das noites de copos, das noites mal dormidas, das directas, e das tosgas que só são permitidas no verão. Tem o azul indefinido, da aventura. Tem o azul descanso, do dolce fare niente das merecidas férias.

E tem o azul fantástico com que pinto os meus sonhos.

Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

O Verão da minha infância, ou como comecei cedo a fazer o que me dava na real gana e fugi de casa aos 3 anos...



                                                                                 

Verão é sinónimo de mar, sol, família, de muitos amigos, de dias inteirinhos na praia, e fins de tarde na piscina. Sempre passei as férias até aos 19 anos (altura em que sai de casa) com os meus pais, os meus tios e uma catrefada de primos, já que crianças não faltavam naquela casa.

De dia andávamos todos juntos em rebanho, iamos para todo o lado juntos, havia dezenas de programas interessantes que nos juntavam,  grandes e pequenos animadamente...mas há noite a divisão era outra. Grandes para um lado e pequenos para outro.

Os pequenos tomavam banho por volta das 21h, jantavam e às 22h estavam todos na cama, e não adiantava refilar, espernear, chorar as pedras da calçada, era cama e pronto, seguido de um shiuu à entrada da camarata da criançada improvisada para as férias...Não quero ouvir nem um pio. E a malta calava-se, ainda dava uns risinhos baixinho, umas piadolas pelo meio, mas acabava por adormecer.

Os mais pequenitos no grupo no qual me incluía, cansados como estavam, estoirados da praia, dos mergulhos na piscina, das correrias e tropelias com os outros miudos, chegavam à cama e era tiro e queda...pumba, adormeciam.

Os pais nomeavam o primo mais velho que tinha 14 anos o responsável pela trupe se fosse preciso alguma coisa e piravam-se de casa para actividades mais giras, tipo ir beber café às esplanadas, beber um copo aos bares da moda, ou de vez em quando aterrar numa discoteca com sons de verão. A porta da rua nunca ficava fechada, porque o pai dizia que podia haver uma situação de emergência como um fogo, e nunca deixava ninguém fechado à chave.

Um dia, numas belas férias deu-me vontade de fazer chichi durante a noite, chamei a prima João, chamei a prima Madalena, a prima Ana, a prima Susana, a prima Inês, e quando já tinha corrido o quarto todo das primas passei ao dos primos, que por sinal procederam de igual modo, responderam em grunhidos, abanaram-se e não me ligaram peva.

Não restava outra solução, abri a porta da rua de uma moradia de piso térreo, na zona velha da vila, no centro de Albufeira e saí para a rua, seguindo o único caminho que conhecia de cor e salteado, o percurso para a praia dos Pescadores. Descalça, de pijama com ursinhos, de chucha na boca, boneco de peluche na mão e o encanto dos meus três anos...

Depois de uns minutos de aventura fui abordada por um casal de ingleses ( que eu hoje sei que eram alemães a falar inglês) por estranharem às 2 da manhã uma criança descalça e de pijama na rua e fui levada pela mão para o posto da GNR, onde os grey boys me deram biscoitos de chocolate, e sumo de laranja, num copo muito grande que lembro-me bem ter dificuldade em segurar.

Os pais quando chegaram e viram a porta da rua aberta, e que eu tinha fugido, apanharam o maior susto da vida deles, dividiram-se em grupos e procuraram-me por toda a vila até que alguém me tinha visto e disse que me tinham levado para o posto da guarda, onde me foram buscar.

Nunca fui de me atrapalhar, não é uma porta ou o medo do desconhecido que me criam barreiras, vou à luta, procuro, arrisco, já nasceu comigo este meu lado destemido e aventureiro, e tenho a mais valia de ser feliz com pouco.

Aqui estava eu, feliz da vida, de chichi feito nas calças mas com uma aventura para contar  para  toda a vida.

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Desafio Fotográfico...


Regras:

1 - Dizer de onde começou o desafio e quem vos passou:
Não faço a mínima ideia de onde começou, mas quem mo passou foi a SuperSónica, do Blog SuperSonicaLife

2 - Dizer se gostam ou não de fotografia:
Adoro fotografia, mas não tenho muito jeito para a coisa, sou fantástica a cortar cabeças, fotografar contra o sol, ou a deixar os olhos vermelhos e arregalados...mas tenho boa vontade e gosto que quanto a mim é o principal.

3 - Se sim, dizer o porquê e o que mais vos fascina no mundo da fotografia:
Fascinam-me as expressões, os rostos, tenho uma paixão por pessoas, por tudo o que é natural, espontâneo e não foi trabalhado ou retocado. Gosto de captar um sorriso disfarçado, uma gargalhada na hora certa, uns olhos rasos de lágrimas, um olhar intrigante...tanta coisa, mas a fotografia que mais me atrai é a de pessoas.

4 - Postar uma foto de alguma situação ou sítio que vos tenha realmente marcado (claro que se a foto tiver pessoas, podem tapar a cara)



A Kika e eu...a partilharmos mimos

Vou postar uma foto tirada ontem... 

A minha cadela sempre que me vê, atira-se a mim e dá-me mimos e festas como senão me visse há um ano... e eu adoro a ternura dela. Digam lá senão tem um ar tão meiguinho?

5 - Passar o desafio a 10 seguidores:
Quem quiser levar, pode levar com gosto...

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

De manhã bem cedo é que se começa o dia...


                                                                          

Tenho uma colega doida, uma alucinada que é uma variante especifica de doida, uma palhaça que nasceu para fazer rir, uma menina sisuda e muito responsável com ares de mãe, uma teórica, que vive de teorias e dá-se muito mal com a prática, um chimpanzé musculado que passa a vida a comer bananas, um deprimido que parou no tempo e vive triste e amargurado e uma alma mais ou menos normal e equilibrada cujo único defeito é repetir piadas parvas e não ter jeito para contar anedotas, e uma chefe que tem espírito de galinha mãe e protege os seus pintainhos.

A doida é uma miúda especial, bom coração, excelente pessoa. Reúne apenas uma série de características muito "sui generis" que fazem dela rara. Fala um pouco de todas as línguas, tem o corpo coberto de tatuagens extensas, adere a modas estranhas, tipo uma unha de cada cor, ou cabelo cor de tijolo, na casa dela só existe mobília de cartão, é vegetariana a 100%, percorreu  uma boa parte do mundo de mochila às costas, estudou em Inglaterra, já viveu em nova Iorque, adora musica daquela em que o vocalista não canta mas finge que vomita e apaixonou-se por um baterista de uma conhecida banda, com quem tem um relacionamento há já algum tempo.

Se tudo isto já vos soa um pouco estranho experimentem começar o dia com este dialogo...
Doida a despir-se na sala dos cacifos, para entrar ao serviço.

Pedro: Gaja tens o pescoço todo roxo.
Doida: Não te preocupes isto não é nada... e levanta o braço e passa com a mão no pescoço.
Pedro: Porra gaja, também tens o braço todo negro. O que é isso aí no punho, é um hematoma?
Doida: Caraças mas tu reparas em tudo,  e se deixasses de olhar para o meu corpo enquanto eu me dispo e olhasses para outro lado se faz favor...
Pedro: Um bocado envergonhado... ok, ok, só achei estranho.

Doida continua a despir-se e de repente tira a t-shirt pela cabeça e mostra o tronco em soutien...

Pedro de imediato...fosga-se tens o peito todo negro...é pá desculpa lá...tens que dizer o que se passa..deixas-me preocupado.É aquele merdas do baterista, ele bate-te?

Doida: Oh pah não... o roxo no pescoço foi uma mordidela seguida de um chupão, o negro nos punhos foi das algemas, e o hematoma no peito fui eu que com o entusiasmo levantei as pernas, bati com os pés num quadro por cima do sofá e pumba o gajo caiu-me em cima..

Desatámos todos a rir...

O amor pode ser mesmo....um lugar estranho!