quarta-feira, 30 de Julho de 2014

As voltas da vida no fio da navalha...

                                     


A gente pode conduzir um cavalo ao rio, mas não pode obrigá-lo a beber.
W. Somerset Maugham - Fio da Navalha


A vida dá muitas voltas, surpreende-nos e surpreende-nos e nem sempre de forma positiva. Há quem nos desiluda e magoe, há quem nos acarinhe  e faça sentir especiais. Já tive de tudo e felizmente muito mais coisas boas que más.

A minha vida faz continuas espirais, círculos e círculos umas vezes ascendentes outras descendentes. Desde há semanas que me sinto tonta, nauseada com a descida alucinante. Não sei se consigo parar a montanha russa das minhas emoções, não sei se consigo travar aquilo que não quero perder. Tentei o meu melhor. Argumentei com todas as minhas forças, apresentei todas as minhas razões válidas e depois virei costas. Aguardo que a vida me surpreenda. 

Por mim vou ficar por aqui, às voltas com as voltas da vida.

terça-feira, 29 de Julho de 2014

De costas voltadas...



"Claro que te farei mal. 
Claro que me farás mal. 
Claro que podemos, mas essa é a condição da existência. Receber a Primavera significa correr os riscos do Inverno. Se desistir agora será correr o risco do desaparecimento. 
Amo-te."

Antoine de Saint-Exupéry 


Não me magoes. Gosto demasiado de ti para te perder. E tu sabes isso. E tu também sabes que se me magoares, será apenas e só uma única vez.

Espero que estejas bem consciente de tudo o que perdes. Eu estou.
Agora vou ali refrescar as ideias que o meu mal é começar a pensar.

Regressar...


Em casa

Regressar é a minha ultima palavra antes do fim das férias. Significa voltar ao trabalho, olhar para o relógio, ter horários, rotinas sérias, responsabilidade acrescida e muitas obrigações. Mas significa também o prazer imenso que é regressar à minha cidade, ao meu porto de abrigo, ao meu espaço, e à minha casa que eu adoro. Depois de mais uma de muitas viagens de cá para lá e de lá para cá a "ponte é uma viagem para a outra margem". Sem dúvida. Esta é a outra margem da minha vida.



Atravessei hoje a ponte ao o pôr de sol, a ouvir Julia Stone em Wedding Song, a sentir o fim de mais um dia, a luminosidade do entardecer misturada com as dezenas de diferentes azuis que pintam o rio e o céu, que quase se tocam e confundem, e baralham-me, e o cheiro inconfundível a Lisboa, a Tejo. A agitação do que é vivo. Atravessei a ponte a cantar, a sorrir, e a sentir-me viva.

 Regressar. Arregaçar as mangas, abraçar a vida.



domingo, 27 de Julho de 2014

Sardinhas...


As minhas primeiras este ano e provavelmente as únicas. Souberam muito bem, em boa companhia e empurradas irreverentemente com umas imperiais. Para o ano talvez haja mais.

Palavras...


Palavras leva-as o vento. Sou mais de acções do que de palavras. Não ligo a conversa fiada, a renhonhós, a nomes bonitos para o que me faz feliz, a rótulos para quem me gosta e muito menos quero saber dos juízos de valor que fazem sobre mim.

Também não ligo nenhuma para quem quer chegar até mim para me atingir. Sou excelente a ignorar e melhor ainda a dar desprezo. Criei um mundo só meu onde só quem me importa tem direito a existir nele.

E vivo muito feliz assim. Tmp.*

*temos muita pena.