sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Palavras mágicas para alguém ficar invisível...




Este "feitiço" foi ensinado pelo Grande Mago Cornellius Agrippa.
Escreva numa placa de chumbo (não pode ser em papel? Que raio...) as seguintes palavras mágicas.

Athatos Stivos Thernpantocraton

Essa placa assim escrita deve ser colocada dentro de um sapato esquerdo.(não pode ser direito? e se eu for perneta?)
Quem proceder dessa forma porá alguém invisível.
...

Fui buscar a minha varinha de condão, disse abracadabra três vezes mas podia ter dito Wingardium Leviosa ( onde é que eu já ouvi isto...) enquanto desenhava círculos e símbolos de infinito no ar. Pufff. Resultou. Sou oficialmente dotada de dotes mágicos. Consegui num só passe de pura magia, eliminar uns quantos seres virtuais que teimavam em aparecer na minha vida sem nunca desaparecer de facto. Ignorei-os. E garanto-vos que se há coisa em que me especializei ao longo dos anos ( não foi em magia ) foi a ignorar pessoas. Ponham lá muito bom nisso.

O que também tem de muito bom entre tanta coisa má neste mundo virtual é que podemos acrescentar pessoas ou retirá-las à nossa vida assim em passes mágicos. Desfazem-se em pó. Como que por magia. De uns ficam as purpurinas e os confétis quando os soltamos no ar, aqui e ali pormenores que nos fizeram bem, uma excelente frase, uma gargalhada, quiçá um dia de praia ou um jantar com amigos, um fim de semana bem passado, de outros ficam cinzas que voam para longe e que sopramos da pele e do corpo como que a sacudir um insecto incomodativo. 

Se fosse tão fácil na vida real afastar gente que não me interessa como é no meu mundo virtual a vida seria muito, mas muito mais divertida.
Puffff.... Simple as that!
As minhas palavras mágicas para alguém ficar invisível.
It`s a Kind of Magic..

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Agora fiquei doce, doce...




"Não abandones as tuas ilusões, sem elas podes

continuar a existir, mas deixas de viver."

- Mark Twain-


Estiquei a mão e toquei o céu, trouxe nos dedos pedaços de nuvens em flocos brancos, peganhentos como o algodão doce. Colaram-se-me aos dedos, lambuzaram-me a boca, e deixaram-me um brilho nos olhos como a uma criança. Das gotas de chuva caíram gomas coloridas, centenas delas, em forma de Gummy Bears, de Ovinhos, Morangos, Amoras, apanhei-os numa dança divertida, de mãos estendidas a agarrar tudo, tudinho, o mais que podia e conseguia. Mãos cheias. Rodopiei, ri-me, e nem por um segundo fiquei tonta.

Da lua surgiram M & Ms, cheios de amendoins, muitos, coloridos, e a luz do luar deixou de ser branca para se tornar num imenso arco-íris maravilhoso, perfeito, onde sobressaía ora a mistura dos verdes, dos vermelhos, dos amarelos e dos azuis, ora as linhas definidas dos laranjas, anilados, violetas, numa sequência de Vaa, Vaa, V deliciosa. E eu olhava estupefacta, sem articular palavra. Woww, o mundo pode ser tão belo.

Em cada pontinho do céu estrelado não havia constelações, nem estrelas brilhantes, havia mil lollipop's e smarties pequeninas, redondas, que se derretem devagar na boca apenas por puro prazer, suavemente porque queremos prolongar o instante, saborear o momento. Hoje não passaram cometas, nem vi estrelas cadentes, vi só um rasto de açúcar em pó, que deixava na boca os lábios brancos, e o desenho de uns bigodes malandros. Até a imponente via láctea cheirava a chocolate derretido, onde se pavoneavam em provocação fantasias doces. Intensas. Que se derretem na boca uns momentos e permanecem para sempre no coração. E cada doce vinha acompanhado de mais um beijo, ou mais uma música das nossas. Uma das tais. 

A caminho de casa tropecei em quadradrinhos de chocolate, bombons de ginja ou de pedaços de avelãs doces, Baci apaixonados embrulhados em papelinhos com frases de amor, e beijinhos doces à antiga, pequeninos, levezinhos, tão saborosos, felizes, e suspirei de ternura com os Suspiros branquinhos, fofos que se derretem só com o olhar e em segundos na boca. Já quase no fim do dia, já o sol se tinha ido embora, a noite tinha descido e o frio imenso instalado mas o vazio ainda não, e o teu doce permanecia na minha boca, em todo o meu corpo, no rasto dos teus beijos. 

Fui feliz. E engraçado... tanta coisa doce e nunca me enjoo de ti.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Muitos anos de vida... bué deles que eu adoro viver.


YF YOU DON´T KNOW WHERE YOU ARE GOING, 
ANY ROAD WILL GET YOU THERE.

Mais um ano de vida para mim.


No final de mais um ano de vida chego à conclusão que fiz uma série de coisas que queria muito, viajei, vivi a vida como gosto ao sabor de muita diversão e prazer pelas pequenas coisas, saí, mantive os mesmos amigos, conheci pessoas novas, arranjei novos amigos, e mantenho a serenidade e paz do mesmo amor. Aquele que apesar de todas as tempestades e do mar revolto que eu sempre sou tem ficado do meu lado, para o melhor e para o pior, com muita coisa vivida, muita coisa partilhada e sobretudo muitos bons momentos que me deixaram sem ar e de pele arrepiada. E abraços quentes, e beijos intensos, e gargalhadas que encheram uma casa e duas vidas. Não tenho dúvidas que ele gosta de mim, só não o consigo quantificar e isso às vezes chateia-me.  Deixo-me ir saboreando a viagem e sem pensar muito para onde vou.

Depois de mais um ano vivido o balanço é positivo. Cada dia valeu a pena, felizmente muito mais coisas boas que más, algumas coisas totalmente novas experimentadas por mim, vida cheia de vida participada activamente, com muitos riscos, algumas situações de ter que activar o pára-quedas de emergência para não me estatelar no chão, sobrevivência pura, uma boa capacidade em transformar desvantagens iniciais e claras zero hipóteses de ser bem sucedida em mudanças radicais e vantagens para mim. Consegui ser feliz. Com muito pouco e sem grande dúvida com muito menos do que a maioria das pessoas consegui transformar o pouco em muito, e o muito em tanto. E tanto é imenso... 

Sendo assim,
Tchin-Tchin
 e venham de lá mais uns quantos anos.