quinta-feira, 23 de abril de 2015

Informação muito importante...




Uma gaja está a trabalhar, olha para todos os lados e só vê é miséria de todos os tipos, todo o tipo de porcarias e doença. Um ou dois cagam-se porque já não querem saber. Vem almoçar à sala de pausa para espairecer e a porra da televisão está ligada, por isso só vê é miséria de todos os tipos, todo o tipo de porcarias nas mais variadas formas de pulhice, muita gente a cagar-se para todos sem ninguém querer saber e gente doente da cabeça.

Pega no comando da televisão e muda para a Rtp 2. E não é que à mesma hora só dá programas de agua azulinha, muitos peixinhos coloridos, corais e fundos do mar absolutamente maravilhosos. Com um simples click elimina-se a porcaria no mundo e a vida em segundos torna-se no que deveria ser sempre, bela.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Ó Tio Patinhas tenho aqui uma dúvida...



Ontem fui jantar fora com um grupo de amigos/conhecidos e depois fomos ao cinema.Ao meu lado ficou sentado um gajinho e enquanto o filme não começava trocamos meia dúzia de palavras. Começámos por falar de neve, (ele também faz ski), viagens, os últimos locais a que cada um tinha ido e mais blá blá blá.

quando ele me diz...
- Então tu também viajas, quantas viagens fazes por ano? 
eu respondi...
- Tento pelo menos fazer uma todos os anos, às vezes consigo fazer duas depende, nos últimos anos não tive subsídio de férias e a coisa complicou-se. 
Resposta dele... 
-Isso é muito pouco, eu faço 12 viagens por ano. 
WTF?????? pensei eu.
- 12 viagens???? Percebi bem? Isso dá uma viagem por mês!
- Todos os meses tiro uns dias e faço uma viagem. Este mês vou a Praga.
- Todos os meses? Mas e o teu emprego permite esse fantástico luxo? 
 perguntei-lhe eu céptica de todo.
- Sou administrador de uma empresa e faço gestão de fundos de investimento.

Não percebi muito bem o que aquilo era mas tive vergonha de estar a perguntar mais detalhes. Não quis parecer totalmente ignorante, burra que nem um cepo em investimentos. Trocámos mais dois dedos de conversa sobre roupa, ele elogiou o meu vestido, e muitas mais banalidades. Antes das luzes da sala se apagarem reparei que usava uns ténis da Guess que tinha visto recentemente na loja da marca por mais de trezentos euros. E ficámos o resto do filme assim, caladinhos, atentos ao ecrã, a fungar de vez em quando (nós e todo o cinema) porque o filme é um choradinho do catano capaz de arrancar pedras da calçada e no fim ele " deixou tudo por ela, deixou deixou..." e ela deixa tudo por ele e são felizes para sempre.

No final do filme e já muito tarde, despedimo-nos todos e cada um rumou ao parque de estacionamento subterrâneo para ir para os seus carros. Calhou eu e o dito gajinho das 12 viagens por ano termos os carros no mesmo piso o -2, e sairmos do elevador no mesmo local. Ele dirige-se a um Porche Cayenne branco de comando na mão e tungas entra no carro.

Fiquei aqui com uma série de perguntas no ar a remoerem-me o juízo. Um gajo tão novo que tem tanto dinheiro assim e que não é futebolista, nem construtor civil, nem tem pais ricos mas que caga milhões, só pode andar a vender droga certo?

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A calcular destino...

Monte Rodel. ( foto tirada por mim) 



Na vida somos aquilo que deixamos que a vida faça connosco. Se cairmos ora bem, temos bom remédio... é levantarmo-nos, se sairmos da rota é redireccionar, se perdermos o norte é calcular destino... mas a palavra de ordem é sobreviver, prosseguir, e esquecer o que não temos para apostar em ser feliz com o que temos.


A vida é curta, demasiado curta, e toda a gente sabe que a morte e a doença moram ali na porta ao lado, por isso por aqui quebra-se regras, pisa-se o risco, arrisca-se demais, ama-se intensamente e de verdade, sente-se prazer sem pudores nem falsos moralismos, vive-se a vida, perdoa-se rapidamente, não se persiste na raiva, luta-se com unhas e dentes por aquilo que importa, dá-se valor às pequenas coisas, não se insiste no desgosto, não se magoa deliberadamente, tenta-se não trabalhar demais, aproveita-se tudo o que pode valer a pena, aceita-se a amizade desinteressada, não se exige nada, não se espera nada e não se valoriza a despeita. 

Sobretudo ri-se a bandeiras despegadas, e faz-se por nunca parar de sorrir por mais estranho que seja o motivo, mesmo os mais idiotas e desprovidos de sentido.
Pelo caminho e enquanto o meu gps de vida calcula o destino, sigo estrada fora pelo prazer em viver e em continuar a viagem...




sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sem sentido...




Atenção.
Sentido.
Em sen-ti-do soldado!
Direita.
Volver.
Marche.

Alto.
Em frente.
Meia volta.
Volver.
Ordinário.

À vontade.
Destroçar.

em sentido mas sem sentido, volvida nas voltas da vida. meia volta, volta e meia. sem direita, sem esquerda. em círculos. marcho em frente como consigo. dois passos à frente, um passo atrás. sem parar. sem vontade. desistir é para meninos. destroçada.

São só [A] braços...





Gosto quando os teus braços se abrem num abraço como só tu sabes fazer, gigante para me receber, onde o tamanho dos braços não termina no abraço e a vontade de abraçar se estende muito para lá do carinho que sinto ou do aperto no corpo que me dás. Começo a sorrir assim que abres os braços, estremeço de desejo assim que os teus braços se abrem para me instalar e o meu corpo antecipa a vontade de ti no segundo em que me recebes de braços abertos. Infantil, puro, simples, genuíno. Sou feliz como nunca fui quando aninhada nesse abraço permaneço protegida, quente, mimada, especial. Antes, durante, depois, muito depois. Transformas-me com apenas um abraço, deixo de ser quem sou, arisca, independente, desligada, fria, para gostar de ser frágil, dependente, tua. Fazes-me sentir especial. Usas os braços como um prolongamento do cérebro, presos ao coração. 

Faltam-me os teu braços.