domingo, 7 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Meu doce Fevereiro...


Alpes Suíços - 2015  

Foi-se embora Janeiro. Búúú. O mês mau. Chegou Fevereiro e trouxe com ele os dias frios mas com sol, trouxe os amigos atentos a tudo o que se passa comigo para mais perto, ( tenho os melhores amigos do mundo, e os mais especiais também ). Valha-me isso e o quanto sortuda sou. Trouxe locais a descobrir. Vai trazer a minha semana anual na neve, esqui na montanha, pistas verdes e a boa sensação de descontracção, azuis e algumas vermelhas e a adrenalina de insistir - faz parte. Fins de tarde de imperiais, spa e água quentinha para relaxar e atenuar as mazelas do corpo e da alma, amigos, quedas e gargalhadas, noites brancas, dançar até o corpo suplicar por cama, mãos geladas, copo na mão. E mais amigos doidos varridos e muitas tentativas de iniciar o snowboard, rabo negro e dores musculares. 

Quero que o mês de Fevereiro me devolva o que fui, combinado com alegria e paz. Quero encontrar-me algures onde há tantos anos fiquei. Perdida por aí. E que eu me entenda. E esqueça tudo. E perceba de uma vez por todas que só me faz falta quem eu muito bem quiser.

E finalmente encerre de vez o Janeiro, morto há muito mas ainda sem funeral.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

É só uma torrada miúda...


Percebes que algo não está bem quando vais ao bar logo de manhã, pedes uma torrada, esperas calmamente por ela em frente ao galão e quando finalmente ao longe vislumbras um prato com uma torrada maravilhosa e estendes a mão para o segurar, o empregado diz que não é a tua, entrega-a a outra pessoa e afirma convicto que tens que esperar. No mesmo instante os teus olhos enchem-se de lágrimas e tu fazes um esforço hercúleo para não chorar.

Porra é só uma torrada. Não confundir com porrada. A porrada é que faz chorar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Choque frontal.




Confesso que entre o caminho certo e o errado escolho sempre o errado para mim. Vá se lá saber porquê. Nunca percebi. Deve ser um problema de direcção desalinhada, ou malware do gps, coordenadas erradas, ler o mapa de pernas para o ar... Vou pelo caminho escolhido, pressinto o perigo, sinto a toda a hora o enorme risco, o frio do medo, mas vou sempre acreditando que o melhor está para vir, que até lá a estrada muda de contornos, atenua as curvas, o piso torna-se menos inclinado, o estômago desfaz o enjoo. Sou uma optimista sonhadora é o que é. Já que por experiência própria nada é o que é. Ando para aqui há semanas sem encontrar uma estrada de jeito que me leve de novo ao meu destino. Corrijo a rota depois do choque frontal. Sobrevivi, já não é mau. Trato das feridas.