sábado, 31 de janeiro de 2015

Por onde andas?



Por aqui...

E sim isto existe, é cá em Portugal, e não é preciso viajar dez horas, nem um dia a escorregar por uma tábua abaixo, nem sequer fica atrás do sol posto (mas quase).
E sim por aqui faz um frio do catano e um vendaval da Sibéria e tenho o cu gelado, o cabelo empapado com um novo look wet, e as mãos que não as sinto. Os pés estão quentes e o resto do corpo também (e seco). Às vezes chegar tão longe é desconfortável, noutras, como agora, é só a melhor sensação do mundo (depois de um orgasmo claro está).

 Vou... que a minha viagem continua.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ah pois é... não era para ser. Mas afinal é!

E quando o ano passado me despedi deste lugar a pensar nunca mais lá regressar (com muita pena minha) vem a vida e troca-me as voltas... 
Segundo me parece, é sempre assim.
Este ano haverá de novo neve, chalet de montanha, snowboard, ski, imperiais no fecho das pistas e gargalhadas.... muitas. Olhares trocados de forma cúmplice e beijos intensos abafados debaixo de um edredon quente enquanto a neve que cai lá fora faz a magia acontecer cá dentro.
Acabei de comprar o bilhete.



Suiça - Alpes
Fotos ranhosas, tiradas com o meu telemóvel

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reencontro...




Reencontrei alguém que um dia de mansinho, muito devagar sem sequer eu dar por isso entrou na minha vida. De forma silenciosa apresentou-se e instalou-se, sem eu saber muito bem como. A mim que não sou mulher de falar muito de moi-même ou de grandes confianças, confesso que tenho um gosto especial por segredos, verdades secretas e confissões inimagináveis que guardo só para mim. Gosto que olhem para a embalagem e não sonhem sequer o que melhor e pior guardo cá dentro, vejam só o que é visível aos olhos... outras vezes não. 

Algures pelo meio deste nosso conhecimento a amizade consolidou-se e dei por mim a pouco e pouco a falar muito mais do que queria ou deveria. Não veio mal ao mundo por isso. Ele soube guardar em segredo alguns dos meus segredos e aceitou-me na verdade do que sou. Cheia de imprecisões e defeitos. 

Temos falado com alguma regularidade mas há pouco mais de duas semanas voltámos a encontrar-nos. O tempo voou. Quando dei por mim tinham passado algumas horas. Ele falou dele e no resto do tempo ouviu-me atentamente enquanto eu falava num ritmo acelerado, quase sem pausas como quem tem tanto para dizer e tão pouco tempo para o fazer, eu a miúda impulsiva, sôfrega, inquieta, insatisfeita, sonhadora. No final de tudo disse-me: Sabes, gostei da tua tranquilidade. És a AC de sempre, mas um bocadinho diferente, nota-se isso. Respondi-lhe que de facto me sentia mais calma, mais de bem com a vida se é que o tal "mais" ainda é possível e sim que me sentia diferente. 

Não resisti já quase no final da nossa conversa a uma pergunta que teimava em ficar-me atravessada na garganta, e eu seja para o bem ou para o mal não deixo coisas por dizer nem guardo perguntas para fazer.... E então achas que pelo facto de estar diferente segundo o teu ponto de vista é para melhor ou para pior? Respondeu-me sem hesitar. Para melhor. Muito mesmo. Noto sobretudo uma grande solidez. Wowww disse-lhe a sorrir: Sabes o rapaz cá de casa tem-me feito muito bem, com todos os defeitos que tenho ele aceitou-me como sou. - Não. O que notei foi de ti. É teu. São conquistas tuas. Tu tens-te feito bem.

Rematei a conversa respondendo-lhe com a única certeza que faz parte desta equação. - Sou muito feliz neste novo equilíbrio. Como nunca pensei ser. Só não sei até quando e isso chateia-me.

Paradoxalmente...

Por aqui há coisas que nunca mudam, não acredito em para sempre, e muito menos em felizes para sempre. O Para Sempre é uma seca e dura uma eternidade.

"Com as perdas só há uma maneira: perdê-las. Com os ganhos, o proveito é saborear cada um como uma boa fruta da estação."

Lya Luft

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

E aguentas? Aguenta aguenta, e não pia.




Sexta feira à noite vou à descoberta da jazida das pegadas dos bichos grandes e já extintos.



"No dia 24 de Abril de 1981 no decorrer de uma aula de campo de Cartografia Geológica, na Praia Grande, Sintra, José Madeira, na altura estudante do quarto ano de Geologia e hoje professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, descobriu uma nova jazida de pegadas de Dinossauro de idade cretácica. Estas pegadas, com cerca de 110 a 115 milhões de anos, situam-se em bancadas quase verticais no topo sul da Praia Grande e tornam-se particularmente evidentes quando iluminadas com luz rasante.
Esta jazida é constituída por um total 66 pegadas, das quais 51 distribuídas por 11 rastos, parecendo as restantes estar isoladas. Os rastos parecem ter sido feitos por animais bípedes."

Corresponde a um total de 10 km, efectuada à noite numa zona de praias.

No sábado, durante o dia vou fazer a Rota da Capital do Surf. Arribas, grutas, areia e mais cheiro a mar. São 15 quilómetros no total, com partida da Capela de São Sebastião.

Domingo, vou descobrir a Lagoa Azul, num trilho de lagoas, penhascos e casas abandonadas numa extensão de 9 quilómetros
...

Não há olhos cegos, nem ouvidos surdos, iluminada pela luz natural da lua ou pela fraca luz de uma lanterna os olhos habituam-se aos lugares, presentem o chão e inventam o caminho que os pés precisam. Os olhos passeiam-se pelos lugares e guardam as memórias do pouco que viram mas muito sentiram. O olfacto faz o resto. Cheira a terra molhada, a musgo, a folhas e a canaviais. Sente-se o barulho constante da água por ali, não se sabe onde, a correr. A variedade de cogumelos selvagens é tanta que pintam de cor o chão, misturam diferentes tonalidades de castanhos com amarelo torrado, vermelho vivo e cinza. Às vezes chove, mas as copas das árvores em segredo abrem o guarda chuva e retêm a maior parte da água, também estendem troncos e ramos e pregam-me rasteiras enquanto eu curvada perfilo-me num carreiro que espero que me leve a algum lado.

Tenho muito que andar, tenho muito para ver e mesmo que o corpo me peça descanso, a companhia e o espírito de aventura que fazem parte de mim vão-me sempre empurrar para continuar. É mais forte que eu. Arranjei a companhia certa. Gosto deste bichinho que me faz caminhar e cada vez mais chego à conclusão que preciso de muito pouco para ser ainda mais feliz.

Agora vou só ali entreter-me como eu gosto e volto já.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Perguntas difíceis...


6 dúvidas que me assistem.

Será que a senhora comprou os calções na secção infantil, tamanho dos 4 aos 6?
Será que saiu de casa e não reparou que lhe sobrava cu e faltava calções?
Será que é uma técnica para mostrar a estonteante tatuagem?
Será que tinha um corpinho danone, magro e esbelto e no percurso de casa à pastelaria engordou 20 quilos? 
Será que se acha assim vestida, gira e "munta" boa?
Será que comeu uma, só uma bola com creme e insuflou-se-lhe a peidola como quem enche um balão e aquilo pufff arreganhou-se tudo?

Esta visão tirou-me o sono. 
Não sei sequer se vou conseguir dormir com tamanha preocupação.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Em modo quase "de férias"...












Faltam três semanas, mas a palavra férias matraqueia-me a cabeça a toda a hora sem me deixar sossegar. Num estado de ansiedade e inquietação que me agita o corpo. Está quase. Falta o quase... Acordada ou a dormir só penso nos dias de descanso que eu e o gajinho cá de casa vamos finalmente ter para nós, com tempo, sem horários, sem responsabilidades de espécie nenhuma excepto curtir o lado bom da vida, sem bips de monitores a alarmarem nem besouros da sala de trauma, sem ordem numérica do meu primeiro e do meu segundo, em total desordem e anarquia sobre quem manda em quem. Sem regras também, só mesmo as nossas.

E como eu gosto disto!

E o que planeio fazer? É surpresa. Mais um sonho que espero conseguir concretizar. A ver vamos...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Confidências...



Abre os braços.
Estende-os num abraço. 
Sorris para mim. Obedeces. Já sabes o que quero.
Recolho-me em ti. 
Aninho-me no teu corpo e fundo-me na tua pele. 
Essência a tua, misto de cheiro a homem e quartel.

Adormeço feliz.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Estás bem?







Do what you have to do,
 until you can do,
 what you want to do.

Oprah


Tenho recebido dezenas de e-mails na caixa do correio de gente preocupada com a minha ausência e falta de tempo em aparecer. Passo a explicar...

Tem sido um inicio de ano atribulado, muito trabalho e quando digo muito, ponham lá muito nisso, sequências de turnos com mais de dezoito horas seguidas de trabalho, muitas delas em pé sem direito a pausas, quem vê noticias percebe do que falo, de forma que chego a casa e o que quero mesmo é um duche quente e cama. Muitas vezes nem sequer janto, quero lá saber de fazer comida, quero é vale de lençóis. Leio umas míseras paginas do livro que ando a ler "Observações" de Jane Harris e quando dou por mim estou a cabecear e a voltar atrás a ler frases das quais não percebi patavina do sentido por estar em modo morfeu.

Depois ( como já aqui disse ) aderi em pleno, de corpo e alma como só assim faço o que quero muito fazer, a um grupo aventura que faz caminhadas e trekking por esse Portugal fora. Já fiz a Rota dos lagos em Sintra, as Aldeias de Xisto a Norte de Portugal, o trilho das pegadas dos Dinossauros, a Tapada de Mafra, Trilhos da água, e mais alguns que não me lembro. Tenho quilómetros e quilómetros feitos, Estou a adorar. Adoro o grupo, adoro a descoberta na paisagem, o espírito de entreajuda e de camaradagem (ninguém fica para trás) e a amizade que se gera em situações adversas. Já conheci de Portugal os locais a que nenhum turista chega, ou onde o comum dos mortais nunca irá. 

Subi a pontos onde há um mês pensei que nunca conseguiria, ultrapassei os meus limites e o cu já me pesa muito menos, quando preciso de ajuda estendo a mão e peço, dezenas de mãos vão em meu auxilio, também já ajudei, e sou uma mais valia nas alturas porque sou das poucas que não tenho vertigens e a primeira a permanecer e a ultima a abandonar o local para ajudar quem tem medo de ver o mundo do alto. Dói-me tudo, descobri músculos que juro que nunca pensei ter, tenho as articulações dos ombros de içar o corpo à força de braços e ombros em modo uiiii, hoje mal me consegui pentear, mas estou a adorar. 

Sábado à noite há mais. Domingo não há porque faço tarde e noite e os meus trilhos vão ser outros. Tenho prazer em viagens que não sei para onde me levam, vou, deixo-me simplesmente ir à descoberta, em boa companhia sem grandes planos e sem pensar muito onde aquele caminho vai dar. Desfruto apenas e enquanto se mantiver o prazer não deixo de andar. Tem sido assim sempre na minha vida. Descobri mais uma estrada que não leva a lado nenhum, são quilómetros e quilómetros que não faço a mínima ideia para onde me levam mas está a dar-me um gozo tremendo em fazer e enquanto assim for toca a andar sem parar.

If you don´t know where you are going, any road will get you there.
Enjoy the ride.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Devo ter uma costela de antepassado britânico...





Nós somos aquilo que deixamos que a vida faça connosco. Frase minha.


Enquanto decorria a Segunda Guerra Mundial e Londres era bombardeada consecutivamente durante noites a fio, a população via-se obrigada a refugiar-se em abrigos ou nas estações do metro e tentava desesperadamente manter os seus hábitos de vida e fazer as coisas elementares que se fazem no dia a dia. Trabalhar, ir às compras, divertir-se. Contam que um dia, uma tal de Mary, (parece que no Reino Unido antigamente, e tal como por cá, não havia mulher quase nenhuma que não tivesse Maria no nome) tendo que ir trabalhar para uma Fábrica de Material de Guerra a muitos quilómetros de distancia do centro da cidade apanhava o comboio de manhã e regressava ao fim do dia. 

Ao fim do dia quando Mary se encontrava no cais de embarque aproximou-se o guarda linha e disse-lhe: 
-Mary não regresses hoje a casa - fica por cá que Londres está debaixo de um forte bombardeamento e podes ser apanhada. 
- Obrigada Sr James, mas de certeza que isso é na West London e eu moro muito mais para norte.

Entrou no comboio, sentou-se, e numa das muitas estações seguintes apareceu a Louise, uma simpática enfermeira que dava apoio num hospital da periferia e já sua conhecida de muitas outras viagens.
- Não regresses a casa. fica hoje nos subúrbios na minha, ouvi agora mesmo dizer que o Norte de Londres está a ser bombardeado em força. Há destruição por todo o lado. 
- Obrigada pela tua simpatia mas tenho que regressar ao meu lar, o Norte de Londres é muito grande e de certeza que no meu bairro não se passa nada.

Apeou-se do comboio, noite escura e caminhou debaixo de um fumo intenso e um silêncio quase assustador interrompido pelas sirenes das ambulâncias e pelo acelerar dos carros de bombeiros. Pensou para si, estou quase a chegar só vejo devastação no meu bairro mas a minha rua vai escapar. Tem escapado sempre. Deu uma corrida na ânsia de chegar, pelo inicio da sua rua vários prédios destruídos, entulho e pedaços de quotidiano de vidas espalhados pelo chão. Sei que o meu prédio vai escapar, vou chegar a casa e vou aninhar-me debaixo dos meus lençóis, amanhã tenho um dia longo pela frente pensou. Correu com mais energia ainda. 

Quando chegou ao que deveria ser o número da sua porta, olhou desolada para o que restava do seu prédio e da sua casa. Hoje não poderia aninhar-se na sua cama rodeada das suas coisas, no seu pequeno mundo. Sentiu-se de repente triste e as lágrimas saíram em catadupa acompanhadas de soluços. Passou um bombeiro que lhe ofereceu um sorriso e a tentou confortar: 
- Como eu a entendo, que grande azar!  
Desistiu de chorar. 
- Azar? Sorte! Foi uma imensa sorte a minha casa ter sido bombardeada e eu estar a trabalhar. Um grande azar era se eu estivesse lá dentro.

E continuou a chorar... lágrimas de gratidão e alegria.

E hoje é como me sinto, sem casa, sem tecto, quase sem chão, mas grata porque podia efectivamente ter uma vida com muito menos. E os abraços que acho sempre poucos são gigantes, e o tempo que me parece sempre curto é cheio de minutos de vida, e tudo o que eu acho sempre muito pouco não trocaria por nada de coisa nenhuma e o muito pouco é afinal imenso.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Diz que é a 1 de Janeiro que começa o ano...



Bang bang, "S"he shot me down.
Bang bang, I hit the ground.
Bang bang, that awful sound.
Bang bang, my baby shot me down.

 Sonny Bono 
(em versão actualizada cantada por David Guetta)


Há bons e maus começos. Foi um mau começo. Teve a vantagem de ser rápido. Nem para ele nem para mim havia alguma coisa a fazer. Despachámo-nos os dois em menos de nada.

22 anos, sexo masculino, tentativa de suicídio. Um orifício de entrada outro de saída. Tal como a bala que lhe perfurou o crânio também na minha sala de "grande trauma" passou de rajada, numa entrada por saída. Assim sem mais. Só a dor da absoluta impotência de nada poder fazer.

Dizem que a razão do acto foi expressa numa frase à namorada - Se sais por aquela porta mato-me! E ela saiu. E ele cumpriu. Matou-se. As verdadeiras razões ficarão por contar. Não é que isso por agora importe, ou mude seja o que for neste final de história. 

Morte cerebral, Score 3 à entrada, sem ventilação espontânea. Mantido em suporte avançado de vida para recolha de órgãos. E o que podia ser uma vida cheia de vida teve um fim.

Fim.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Dreamland...




Um sonho por dia nem sabe o bem que lhe fazia.
podia ser o slogan da minha vida...

Comecei o ano na minha terra dos sonhos onde um mundo de infinitas possibilidades estão disponíveis para sonhar. Primeiro tentei planear as minhas férias, somatório de dias, época do ano. Depois avancei sem medo pela densa floresta do continente das viagens. Fui para longe, viajei até à Argentina e daí para o meu destino - Antárctida. Imaginei-me num navio quebra gelo agasalhada pelo meu super blusão de penas vermelho, com um gorro enfiado até aos olhos como gosto, a sentir o frio na cara e o silêncio total de um continente inóspito à minha volta. Só silêncio. Adorei. Fui lá mas regressei rápido, sete mil euros é dinheiro que não tenho e tão cedo não devo ter. Vim para mais perto.

Outro continente, outro local que faz parte do meu imaginário - Alasca. Imaginei-me a ver as baleias num passeio turístico num barco de pesca enquanto o guia falava num inglês arrastado, cheio de sotaque. No final do dia cansada, sentei-me num banco de madeira com vista para a imensidão de água na baía a comer um cachorro quente e lambuzar a roupa e os dedos com pingos de mostarda. Acho que muito ao longe na densa floresta de Coníferas ouvi um ruído que me pareceu ser de um urso mas tive que regressar de novo. Três mil euros ainda continua a ser um montante que não tenho.

E que tal reduzir distâncias e não mudar de continente... Europa pensei. Um cruzeiro no Báltico era coisa para me agradar aos olhos, 14 dias numa rota pelo norte da Europa, Estocolmo, Helsínquia, Talin e St. Petersburg e também estava presente o elemento que me fascina nesta altura do ano, frio e muita neve. Desisti, dois mil e muitos euros fica completamente fora do meu orçamento mesmo no meu mundo dos sonhos.

Allô AC, Terra chama AC ouvi soprado ao ouvido num megafone. Dei um salto vinda das nuvens. Aterrei de pés juntos consciente que com algum esforço consigo quanto muito ir num voo, directa a St. Petersburgo, durmo num hostel, vejo a cidade, vou ao Hermitage e ao Palácio de Inverno, à Fortaleza de Pedro e Paulo, subo de fugida ao Cruzador Aurora, visito as imensas Catedrais cheias de cores, bebo umas das variadas vodkas ( fortes como o raio e intragáveis ) para aquecer, e regresso cheia de recordações ao fim de 5 dias. Isso sim parece-me possível. 

Fui a tanto lado sem sair do mesmo sitio. A custo zero. Não há dúvida que sonhar faz a vida mais feliz.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Mandei vir 2015, e não é que o gajo veio...



"Aiiiiiiiiii a putaaaaaa da minha vida!"

Xutos e Pontapés



Já parti na meta do 2015 na pole position... e parti feliz. A dançar e a cantar como se a vida acabasse no mesmo dia. Não me faltou sequer o fogo de artificio para me iluminar os sonhos.

Costumo dizer que se morresse hoje morria com a sensação que vivi tudo o que a vida me disponibilizou para viver. Não falhei uma única oportunidade. 


Desejo-vos um excelente 2015. Não se esqueçam nunca que somos mortais e um dia esta viagem acaba-se. A maior parte das vezes de forma muito mais rápida do que alguma vez imaginámos. Por isso vivam. Vivam o que vos apetecer. Vivam o que acham que vos faz felizes. Vão de encontro aos vossos sonhos e não deixem nenhum para amanhã, porque no tal amanhã podem já cá não estar.