segunda-feira, 4 de março de 2013

E promete amá-la, respeitá-la, e ser-lhe fiel até à morte?




"...O problema do casamento é que acaba todas as noites depois de fazer amor e tem de se voltar a reconstruí-lo todas as manhãs antes do pequeno almoço...
Tinham ficado para trás os acasos deliciosos dela a entrar enquanto ele tomava banho, e, apesar das discussões .../... ele ainda tinha suficiente amor para lhe pedir que o ensaboasse. Ela começava a fazê-lo com migalhas do amor que ainda lhe sobravam da Europa e os dois iam-se deixando atraiçoar pelas recordações, suavizando-se sem querer, amando-se sem dizer e acabavam a morrer de amores pelo chão, lambuzados de espumas perfumadas enquanto ouviam as criadas a falar deles no tanque da roupa: "Se não têm mais filhos é porque não os fazem." De vez em quando, ao voltarem de uma festa maluca, a nostalgia bem escondida por trás da porta derrubava-os num único assalto e então acontecia uma explosão maravilhosa onde tudo era outra vez como dantes e por cinco minutos voltavam a ser os amantes desmedidos da lua-de-mel."

Gabriel García Márquez - O Amor nos Tempos de Cólera 

Ontem eu e a minha amiga Tatão, amiga das brincadeiras de infância, dos segredinhos trocados sobre os namoros da adolescência, das confissões sérias sobre problemas verdadeiros de gente crescida, a amiga de muitas horas e de todas as horas, estivemos horas à conversa, esquecidas em recordações só nossas, segredos inconfessáveis, e confidências que muito pouca gente entenderia. O assunto principal era aquela instituição para a vida, que passa por prometer no altar estar com alguém na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-a, respeitando-a, sendo-lhe fiel todos os dias das nossas vidas até que a morte nos separe, e que homens e mulheres abraçam, abanam a cabeça e dizem que sim, e que raramente resulta. Falava-se de casamentos. O busílis da questão está no até à morte. O que cá para mim é muito tempo.

Dizia-me ela do alto da sabedoria e da experiência de um longo casamento de quase 20 anos, de quem casou aos 19 vestida de noiva, cheia de esperança e de sonhos, que resumia o casamento dela assim... Fui muito feliz durante 5 anos, engrenei na rotina e nas obrigações sendo razoavelmente feliz mas sem expectativas e prescindindo dos sonhos durante outros 5 e arrastei-me num suplicio de compromissos, responsabilidades e obrigações nos outros 10 em que desses os primeiros 5 foram muito maus e os últimos 4 piores ainda, de uma infelicidade completa. Cheguei a pôr em causa a minha auto estima, o que sou como pessoa, as minhas escolhas, e houve momentos que me apeteceu desaparecer, abandonar tudo o que gostava, o pouco que ainda me fazia feliz e esconder-me de todos. Fui deixando-me ficar, agarrada a nada, aos estilhaços de mim que já pouco eram, fui aguentando tudo porque fui ensinada no colégio, e pelas mães da nossa geração que os casamentos são para a vida, que não se deve desistir perante os obstáculos, que todos os casamentos tem fases difíceis mas que com o tempo tudo passa, e como que por magia o amor regressa, a cumplicidade e o companheirismo também e o desejo cai em catadupas e aos tropeções do céu...

É tudo mentira, um casamento é uma duna de areia num litoral desprotegido, sujeito a intempéries e à fúria dos elementos. O que o tempo vai levando e desgastando não regressa jamais por muito que se tente, por muito que ambos se esforcem para que o impossível dê certo. E um dia sem ninguém querer, sem ser de propósito ou para magoar, ou porque se contribuiu para isso, aparece alguém na nossa vida que faz saltar para a fogueira quase extinta uma labareda de intensidade, um brilho no olhar, um calor que nos aquece por dentro e nos lembra o que já fomos e como era tudo quando fomos felizes, em tempos. Há demasiado tempo.

Morri por dentro a ouvi-la falar, entendi cada palavra do que me disse, e percebi porque aquilo que não acreditamos ser possível acontece. E hoje finalmente depois de acordar para a vida, sair do torpor anestesiado dos dias que tinha, encontrar de novo o amor, e viver um conto de fadas daqueles que esperava por ela e que ela pensou só existirem nos filmes lamechas com final feliz, disse-me com um sorriso enorme nos lábios e um olhar repleto de vida, agora entendo a razão porque o Zé me traiu. Calhou ser ele mas podia ter sido eu, era tudo apenas uma questão de tempo, o vazio era insuportável e a ocasião faz o ladrão. A vida encarregou-se de nos resolver o problema.

"Infelicidade é uma questão de prefixo" -  Guimarães Rosa

69 comentários:

  1. AC, eu não acredito em casamentos incólumes. E mais não desenvolvo. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. pseudo: Junta-te a mim que eu também não. Sei de tantos casos e tantos, e alguns piores ainda que uma traição, puros casamentos de fachada. Porque a ambos convém manter as aparências perante a família.

      Eliminar
  2. Respostas
    1. Tenho Ditto: É apenas uma entre muitas opiniões. Não acredito no... e foram felizes para sempre. Tudo na vida tem prazo como os iogurtes. Até o ser humano tem prazo.

      Eliminar
  3. Tenho uma visão diferente do tema...Mas sem dúvida que é desafiante, até pelo tempo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tio do Algarve: Aqui foram quase 20 anos de casamento e ele trocou-a por uma miúda de 23 anos com quem ainda hoje vive.... O que ela na altura achou mau, agora acha maravilhoso, diz que foi a melhor coisa que lhe aconteceu, porque continuava agarrada a um casamento e a uma pessoa que não lhe dizia nada, a lutar por uma guerra perdida.
      E assim foi à descoberta e por acaso até encontrou.

      Eliminar
  4. Eu não sou casado. É uma questão de tempo, autorização já tenho :D, mas, oficialmente, ainda sou solteiro, assim como a mulher que partilha a vida comigo.

    Não considero trair a minha futura esposa, nem nunca traí. Arrependo-me de algumas coisas que fiz, quando ainda não estava, oficialmente, numa relação com ela, nada de físico, mas pensei nisso e, ainda hoje, me apetece pedir desculpa de cinco em cinco minutos, embora tenha consciência, assim como ela, de que não traí, nem o faria, foi só de cabeça quente, antigos hábitos. No entanto, está presente que o fiz, dava muito para não o ter feito, gosto de acreditar que já a compensei e que estou completamente perdoado.

    Eu não mudei, mas a minha vida teve algumas alterações. Alterações que ela não seria obrigada a aceitar, mas que aceitou. Porquê? Porque é a tal. Tudo isso me faz pensar que não é um passo assim tão impulsivo, que não é assim tão impossível ficar com ela até morrer, e depois até. Se já ultrapassámos determinadas coisas, se ela aceitou determinadas mudanças, que mal pode acontecer? Estou disposto a fazer o mesmo por ela.

    Há coisas negativas em tudo o que fazemos, até naquilo que fazemos com muito gosto. Quando se é comprometido, seriamente comprometido, sabemos que o nosso dia-a-dia não depende só de nós, que é uma negociação implícita. Por exemplo, hoje cheguei a casa a morrer de cansaço, se fosse solteiro tinha apagado para a vida e, provavelmente, ainda estaria a dormir agora. Não o pude fazer, tinha um compromisso com ela, tinha de a ir buscar, tinha de jantar com ela e, daqui a pouco, terei, e quero “ter de”, de partilhar os momentos finais do nosso dia, ver um filme que nem fui eu que escolhi, ter cãibras no braço, etc.. É aí que está o negativo, será que é assim tão mau?

    A vida não é fácil, nós jogamos no nível difícil e temos obstáculos intransponíveis, que transpomos, todos os dias. Se conseguia fazer com outra pessoa? Não. Já tentei, não dá, tem de ser com aquela pessoa que sabe saltar tão alto como nós, mas que consegue saltar para o lado que mais nos convém, para não chocarmos.

    A minha mulher não é igual a mim, mas é com ela que estou a aprender a gostar de outras coisas, coisas que mantém a nossa relação interessante. Somos felizes juntos, mesmo quando ela está no ar e eu em terra. Juntos.

    ResponderEliminar
  5. Manuel: entendo-te perfeitamente. É perceptível que estás completamente apaixonado, sei bem do que falas também já estive assim... A pergunta que te faço é como será daqui a 20 anos, ou menos tempo ainda? Vais conseguir partilhar tudo da mesma forma e abdicar de muita coisa pela mesma pessoa? E se ela muda? E tu mudas? E a tua opção de vida muda? E a escolha que fizeste já não te satisfizer plenamente? São essas as verdadeiras questões do para sempre. Acredito no amor, acredito na felicidade a dois.. não acredito é no para sempre. Não há ninguém feliz para sempre, há acomodação, e falta de sonhos para sempre.

    Esta é apenas a minha opinião....:)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Compreendo a tua opinião.

      Se por acaso deixar de a fazer feliz, prefiro sair. Ninguém obriga ninguém a estar junto para sempre. É o que quero, sim, mas não a forçaria a algo imperfeito.

      Eliminar
    2. Alexandra: O Manuel está apaixonado, completamente em love, e o amor em qualquer ser humano faz-nos dizer coisas lindas.

      Palmas para ele...Clap,clap... senão mudar o comportamento algures ao longo do caminhar dos anos será um fantástico marido.

      Eliminar
    3. Manuel: E se depois de uma vida construída a dois, filhos, obrigações partilhada te vires atado de pés e mãos para sair? Pois... ai vais te arrastar num futuro imperfeito à espera que o destino se encarregue de te dar uma mãozinha.

      Eliminar
  6. Queria só deixar aqui duas palavras... pronto , já deixei até mais algumas.

    NOTA: Isto é a minha opinião sobre a temática em discussão e penso ser tão válida como qualquer outra.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Idialecto de Sepúlveda: Por acaso gostava bastante de saber a tua opinião sobre este assunto. Paciência fica para uma próxima vez.

      Eliminar
  7. apenas te digo, aprendemos a viver todos os dias...e eu como bom Personal Demon que sou apenas penso uma coisa...hoje está uma óptima noite para secar roupa!
    ...pois, mas o assunto é casamento dizes tu!

    pois é digo eu!

    Volto já!


    beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Black Sun: Entendo-te bem... Vai lá secar a tua roupinha, cuida do teu estendal e dos teus afazeres domésticos e um dia regressamos a este tema, num dia com menos vento para secar roupa.

      Beijinho grande.
      Volta já:)

      Eliminar
  8. Gabriel Garcia Marquez diz tudo... Vão-se vivendo momentos que nos levam ao amor antigo. Mas como poderia manter-se acesa uma chama sem as achas do amor que uniu os dois? Sem a lembrança do que foram?

    Beijos, enfermeirinha!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Malena: E só momentos que levam ao amor antigo são momentos suficientes para se ser verdadeiramente feliz? Interrogo-me sobre isso.

      Beijinho Malenita

      Eliminar
  9. se homem e mulher fossem monogâmicos era mais simples mas isto é um jogo e como em qualquer jogo tudo pode acontecer, sem stresses ;) beijo ACzinha

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O Olhar do Lobo: Só o cisne é monogâmico e acasala para a vida, o ser humano é fiel espontaneamente enquanto se sente bem e é feliz, se isso não acontecer é apenas uma questão de tempo... por muito que lute contra isso.

      Beijoooo Mr.Wolf

      Eliminar
    2. por acaso os lobos também são monogâmicos... esta não sabias ACzinha ;)

      Eliminar
    3. O Olhar do Lobo: Não sabia mesmo... já aprendi uma coisa nova. Todos os dias há alguém que nos pode ensinar coisas novas...

      Beijo Lobinho

      Eliminar
    4. como não quero que te falte nada, vou-te recomendar um livro que pode mudar a tua vida para melhor ACzinha, O filósofo e o lobo, sabes o ganhar 8,5 euros à hora é apenas uma faceta do que somos, existem coisas muito mais importantes do que isso ;)

      Eliminar
    5. O olhar Do Lobo: Claro que sim, nada se resume ao que valemos para os outros, importa o que valemos para nós.

      O filósofo e o lobo, vou pesquisar.

      Eliminar
  10. Humm... tenho que voltar para ler... ando com pouca paciência ou será antes pouco tempo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fogo: Volta quando quiseres ... ou não que eu entendo perfeitamente a tua falta de paciência, ou de tempo. Whatever!

      Este espaço está aberto 24 horas. Dispõe sempre.

      Eliminar
  11. Um casamento dá trabalho, muito, é preciso o (re)inventar todos os dias. É preciso estar constantemente a lembrar das coisas boas vividas. Mas por vezes não o conseguimos. :)

    Beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vício de Ti: Um casamento dá muito trabalho, e será que re inventar tudo é suficiente para se ser feliz? Às vezes já nem isso chega:)

      Beijinho

      Eliminar
  12. "agora entendo a razão porque o Zé me traiu. Calhou ser ele mas podia ter sido eu, era tudo apenas uma questão de tempo, o vazio era insuportável e a ocasião faz o ladrão."

    Cadê a lenha? Cadê? Toca a a juntar a lenha por baixo dessa bruxa atada de pés e mãos e pegar fogo à pira. Galdéria, como pôde ela pensar em trair o marido que, coitado, apenas cedeu ás tentações da carne, sendo os homens falhos de resistência a elas?

    Como é que ela poderia ir beijar as crianças à noite com a boca com que consumava o adultério oral? Ou usar a mesma sanita do marido com o rabiosque cheio de traição anal? Uma vergonha para ela ter pensado sequer nisso... uma lástima e sinal dos tempos...


    Dito isto em jeito de preâmbulo popular...


    Para mim a monogamia em formato contratual, e portanto em que o adultério seria motivo para cessação do contrato, é uma fraude consensual.

    Duas pessoas concordam que são o melhor acerto uma para a outra não apenas naquelas semanas iniciais que passaram a contar petas fantásticas sobre si próprias uma à outra sobre o quão bom seria para a outra parte escolhê-las para esse papel vacante na vida assumidamente monogâmica uma da outra, mas no resto de todas as suas vidas, sejam quais forem as experiências negativas pelas quais passem.

    Claro que fica bem a pessoa descrever-se como monogâmica à outra pessoa que diz que tb é monogâmica, senão como é que se passa a barreira inicial do pequeno ego da contraparte que reside precisamente no facto de não se suficientemente atraente para capturar com os seus méritos outro ser?

    Como é que destas mentiras iniciais podem resultar relacionamentos honestos? Mente-se à tripa forra sobre o jobencito ser bom na cama, que não é, mente-se amiudemente sobre também queremos ir ao cruzeiro das ilhas gregas, que não queremos, mas claro... destas mentiras todas há-de resultar grande compreensão mútua já para não falar em intensa satisfação sexual conducente à tão apregoada monogamia, que boa que ela é.

    Mentiras... as mesmas que as pessoas dizem querer evitar entrando num namoro ou num casamento... ali, escarrapadas e repetidas até ao limite da verosimilhança... no fundo o medo da solidão e não ter quem nos justifique a existência com uma sms no telemóvel e uns likes no Facebook... assim é para a maior parte dos adultos e assim continuará a ser... e ainda bem... pq provavelmente não conseguiriam suportar a luz da verdade a entrar nas suas rotinas cinzentonas...

    E nisto tudo o que mais me custa é que os filhos são muitas, muitas, muitas, muitas vezes... muitas mais vezes do que se admite, apenas o motivo egoísta para se continuar a fraude, como que uma espécie de troféu social de que se conseguiu passar uns dias sem tomar a pílula da parte delas e ejacular dentro de uma vagina da parte deles...


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. noiseformind: Entendes-me tão bem. Conseguiste dizer aquilo que eu não consegui.Na maior parte das vezes é tudo uma fraude, uma representação bem estudada que se vive para mostrar ao mundo que afinal não errámos na escolha. Concordo com tudo o que disseste e quase que te dava um Óscar pela tua frontalidade. Gosto disso. Acho que temos a mesma opinião sobre essa maravilha criada pela igreja e fomentada ao longo de séculos pelos Homens chamada casamento.

      Eliminar
  13. Darling,

    como deves imaginar uma mulher nunca conta tudo e um homem é o que é embora disfarce tantas vezes nos primeiros meses ou anos. Um casamento, um namoro, um relacionamento é de dois feito por dois e não me venham com teorias de merda lidas numa revista qualquer, porque quando um relacionamento apenas por um algo está mal. Todos sabemos que com o passar do tempo há afrouxamento da tusa, a rotina surge e cabe ao casal com ou sem ajuda profissional encontrar o equilíbrio e um novo rumo reinventando-se! 

    Nós mulheres (algumas) por predisposição genética damos tudo, entregamos tudo e criamos tantas vezes um príncipe que não existe. Este tema mexe comigo de forma abrupta e embora toda a merda que vi e vivi continuo a acreditar nesses votos e no casamento, sim! Porém com tão vasto mercado de oferta, não é de estranhar que os relacionamentos estejam cada vez mais fúteis. 

    Para mim casamento não é um contrato, apenas uma certeza, a certeza de que quero ter aquela pessoa comigo para a vida e envergar com grande honra e amor o nome dele!

    Um beijo grande :) e fica uma música...

    http://www.youtube.com/watch?v=GK8-gZVkYsk

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Alexandra: És uma mulher de coragem, dizes o que pensas e em muita coisa pensamos da mesma maneira. Acredito em casamentos felizes, sei que os há, mas muito, muito poucos...e neste momento dos amigos que conheço não vejo ninguém na margem do sucesso. Muitos anos, muito tempo, muitas rotinas, dificuldades, más escolhas, discussões, às vezes traições... fazem com que o desgaste seja enorme, a recuperação do amor seja impossível e a relação caia na acomodação e sem reviravolta possível. É pena mas é a vida... tudo tem fim e não há relações apaixonadas para sempre, só o amor do Romeu e Julieta e porque morreram novos.

      Obrigada pela música...Gosto sempre da tua autenticidade e partilha. Faz-me bem.

      Beijinho grande

      Eliminar
  14. O casamento, verdadeiramente na sua acepção, é de origem religiosa. Quem acredita realmente nesta instituição, e acredita, como é óbvio, no amor, e que este pode ser para valer eternamente, pode e deve casar. Se as pessoas não acreditam no casamento, é melhor não casarem. Hoje em dia existe uma coisa que é o casamento civil, uma usurpação civil do que é religioso, e este permite o divórcio. Se as pessoas não acreditam no amor eterno, ou que vêem o casamento apenas como uma espécie de contrato ou satisfação que se dá à sociedade, podem e devem simplesmente não casar. Para os que não ligam nenhuma à religião, não podem nem devem casar pela Igreja. Porque, enquanto se formulam os votos de amor eterno, não o fazem apenas perante o padre e os convidados, é acima de tudo perante Deus. Portanto, quem acredita em Deus e, depois de ter casado pela Igreja mesmo assim se separa, não passa duma pessoa mentirosa, incapaz de cumprir com a sua promessa. E isto ser-lhe-á cobrado mais tarde. O meu conselho é: se não querem casar, não casem. Se querem casar e não são crentes, que seja apenas civilmente. Se não forem crentes e mesmo assim o fizerem religiosamente, são hipócritas.
    Eu acredito sim que duas pessoas podem amar-se e ser felizes para sempre. Conheço exemplos. Isso, é claro, é só para quem acredita. Para quem acredita, nenhuma explicação é necessária.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. FireHead: Sei que tu acreditas, sei que um dia vais encontrar quem alinhe nesse projecto de vida contigo, mas não é de todo a minha escolha. O que vejo à minha volta é no geral muito mau e falso.

      E não concordo contigo quando dizes que quem casa pela igreja não pode voltar a casar... abraça um compromisso para a vida e deve ficar eternamente presa a ele. quer dizer que quem erra na eventualidade de ter escolhido mal, ou ter mudado de ideias ao longo do percurso deve ficar amarrada a um cepo, presa ao chão para toda a vida sem direito nem hipótese de voltar a ser feliz? Nhaaaa.. não concordo, não me parece bem. Errar é humano e todos nós devemos ter direito a uma nova chance.

      Beijinho grande

      Eliminar
    2. Não espero que concordes comigo. :)

      Todos nós temos direito a uma nova chance, mas as coisas não são sempre como nós queremos. Uma pessoa que casa pela Igreja sabe que a Igreja não permite divórcios, portanto se mesmo assim casa pela Igreja é porque quer e não porque, à partida, foi obrigada a tal. Se não tem esperança nem crê suficientemente no amor que supostamente tem pela pessoa que diz amar, que case simplesmente pelo civil, para poder divorciar à vontade caso as coisas corram mal.

      Se todos pensassem como tu, ninguém se casaria. :P

      Eliminar
    3. FireHead: Se pensassem como eu poupariam muito dinheiro em advogados e em causas perdidas que se arrastam em tribunais... e o mundo seria mais feliz e mais simples

      Eliminar
  15. O problema é o comodismo, as pessoas deixam de viver para elas e vivem apenas na rotina, quase mecânico...
    Há umas que dão a volta e conseguem depois serem felizes e outras que se ficam assim nessa vidinha infeliz...
    Realmente já não há casamento como os dos nossos pais (falo por mim), que é para a vida toda!
    Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. SuperSónica: Pum...Acertaste em cheio.
      A puta da rotina mata o amor e as obrigações levam o que sobra e com muito poucas palavras disseste tudo.:)

      Os meus pais estão casado há 43 anos, não se dão mal. Mas se eu acho que ainda se amam? Não...suportam-se, acomodam-se, prescindem de outras escolhas, e vão vivendo assim.

      Beijoooo

      Eliminar
  16. Oh...minha querida AC, descreveste na perfeicao um casamento de 20 anos. Tambem nao acredito no no amor e na felicidade para sempre, depois de 20 anos o muito que pudera existir e' talvez amizade, companheirismo, cumplicidade, isto na melhor das hipoteses, o que na minha opiniao se chama de comodismo.
    Quero e acredito que ainda vou viver um amor feliz "para sempre " nem que seja o meu ultimo estado, independentemente de see por um, dois ou tres anos. Para mim o "para sempre " e ' enquanto durar, enquanto fizer ambos felizes.
    Sem duvida que um dia tudo acaba. Nao importa o quanto dure, mas sim que valha o tempo que dure.

    Gosto da forma como me entendes sem nada te dizer.
    Bjnhs ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bruna: tenho muitas amigas separadas, tenho algumas em casamentos onde não são felizes, e tenho outras que se vão arrastando a tentarem desesperadamente que a coisa vá dando certo. O leque de opções é muito variado, basta olhar para o lado e escolher. Acredito no amor, preciso dele para viver e talvez por isso é que me incomode tanto ver o que me rodeia. Andamos cá todos com apenas um objectivo..sermos felizes.

      Gosto de ti, não precisamos dizer grande coisa. Temos mais do que pensamos em comum. Um dia...

      Beijinho*

      Eliminar
  17. AC, já conheces a minha opinião, não me vou repetir nos pontos essenciais. Mas sorri ao ver a tua frase inicial, que um dia repeti em frente à minha mulher e aos meus 2 amigos mais chegados, numa noite de copos, a 4 mais o meu miúdo com um ano, numa noite fria no Gerês. Ela não gostou nada, na altura, até porque estava a ser uma noite de exorcismo, um dos meus amigos estava a sair de um divórcio de um ano de casamento após 8 de namoro. Expliquei-lhe, à minha mulher, o meu ponto de vista, que continua o mesmo, 14 anos depois dessa noite. E continuo a pensar que "O amor nos tempos da cólera" é a melhor definição de casamento que conheço, haja ou não histórias inacabadas e certamente todos nós as temos, mais cedo ou mais tarde. O casamento é uma maratona, um projeto a longo prazo com várias etapas e com interesses que devem ser renovados naturalmente durante as várias fases que atravessa. No início eu não imaginava que um dia ao fim de 20 anos iria ansiar pela caminhada a pé ao sábado de manhã junto à praia e neste momento é algo que fazemos com imenso prazer. Entre outras coisas :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ness: Adorei a tua definição de um bom casamento.É exactamente essa, renovar-se, inventar-se, adaptar novas vivências a novas fases. Espero ansiosamente um príncipe que me acompanhe em longas caminhadas junto à praia...praia já tenho, vontade de caminhar também, sábados de manhã há um todas as semanas, falta-me o gajo capaz de me acompanhar numa coisa que adoraria fazer... Enfim é a vida e temos que viver com o que temos.

      Eliminar
  18. Olá :)
    Foi-nos ensinado desde pequenas que um casamento não acaba por falta de amor, que isso não é possivel, porque as pessoas se acostumam, que a paixão passa a amor e o amor a amizade. Não acredito nisso, o amor pode acabar sim, por anos e anos de falsas expectativas, por estarmos sempre à espera que aqueles pequenos defeitos que ao principio, pensavamos serem passageiros, não serem tão passageiros assim, e um dia damos por nós a pensar - mas que estamos nós a fazer aqui ? Morre-se por dentro todos os dias um pouco. Porque toda a gente tem direito a ser feliz, com ou sem alguem a seu lado, mas a ser feliz. Ainda bem que tudo acabou bem para a tua amiga :). E como sempre adorei o teu texto. Bjinhos :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu:Wowwww...deixaste-me sem palavras. Este é um comentário sentido, verdadeiro, vindo de dentro, de quem um dia já foi feliz e hoje luta para o voltar a ser. Andas às voltas à procura do caminho, da saída que te levará ao lugar certo, sinceramente espero que encontres. Mereces ser feliz.

      Morre-se todos os dias um pouco..Não é preciso dizer mais nada.

      Se deres autorização gostava de um dia utilizar o teu comentário num post sobre o amor que queremos para nós que um dia irei fazer.

      Beijinho grande.

      Eliminar
    2. Olá :)
      Claro que sim, se achas o meu pequeno comentário merecedor, claro que o podes utilizar, por vezes não consigo exprimir por palavras o que me vai no pensamento e na alma, é um torbilhão de sentimentos. Sim já fui feliz, e agora procuro um outro caminho, uma saída, mas não me arrependo pois acho que não nos devemos arrepender de todas as vezes que fomos felizes no amor, mesmo que esse amor acabe um dia. Bjinhos :)

      Eliminar
    3. Eu: Segue o teu coração, não desistas da tua escolha, procura o que queres de melhor para ti.

      All the best:)

      Eliminar
  19. AC, se me permites, e eu suspeito que sim, vou comentar a Eu. Os pequenos defeitos não são passageiros, claro que não, são características de cada um e têm que fazer parte do casamento. Eu estou agora convencido de que o ponto de viragem da paixão para o amor se dá quando esses defeitos são aceites e, ninguém tenha dúvidas, são civilizadamente esgrimidos de cada vez que se tornam incómodos. Agora não me venham dizer que o demorar mais tempo a adormecer quando a cama está vazia de um dos lados é um sentimento de amizade :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ness: Pareces ser um bom homem, feliz numa vida que escolheste. Admiro-te por conseguires ir ultrapassando diferentes fases de um casamento, encontrando motivos de sintonia e motivação e fazendo a outra metade também feliz. São raras as pessoas como tu. quando se ama verdadeiramente tudo se ultrapassa.

      Eliminar
    2. Olá Ness :)
      Claro que os pequenos defeitos não são passageiros, claro que todos os temos e ainda bem que assim o é, não gostaria que ninguém tentasse mudar os meus pequenos (grandes) defeitos, pois estaria a mudar-me a mim, e não seria mais eu, e tb sei que quando amamos não mudamos, somos o que somos, mas podemos adaptarmo-nos, podemos contorná-los, e tentar arranjar soluções, isso é amor, o pior vem depois, o pior é se depois de anos e anos e nota não digo meses ou dias, digo anoooossss de convivência, esses pequenos defeitos, essas pequenas falhas são feitos consecutivamente, e não há a intenção de os mudar, porque muito simplesmente não se quer, porque dá muito trabalho e porque se acha que não devem ser mudados só porque a outra pessoa não gosta deles. Eu aceito defeitos, não aceito é não haver margem de adaptação. Quanto ao adormecer, tb eu já demorei a adormecer, mas depois de não ter durante anos um dos lados da cama preenchido a pessoa habitua-se, e quando digo preenchido, não falo apenas no corpo que o preenche, falo no silencio que preenche um dos lados da cama. Quero e irei ter noites passadas em branco :). E agora estás tu a perguntar, se pensas assim porque raio continuas uma relação assim ? Eu respondo, e aceito que seja complicado de perceber, porque não existo só eu, porque tenho filhos e quando temos filhos se aguentam as dores mais pesados do mundo, mas isso daria pano para mangas por isso bjinhos e espero do fundo do coração que tenhas muitas noites em branco :)

      Eliminar
  20. Aos que não acreditam no casamento. apenas digo: Aguardem até encontar a pessoa certa...

    O compromisso (casamento) é sempre consequência do Amor e nunca o contrário.

    ;)NB

    PS: Façam por ser felizes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Night Boy: Não acredito.. e mesmo com a pessoa certa é apenas questão de tempo.Pode levar dez anos, vinte, trinta, mas chega-se a um ponto que a saturação é inevitável. Uma certa forma de cansaço antecipa o fim. Nada na vida é eterno, nem o amor, nem os casamentos... Acredita.

      Eu faço por ser feliz todos os dias e no geral, no somatório dos dias tenho sido muito feliz. Ainda hoje dizia a alguém... que reclamo(raramente) de barriga cheia, tenho tido pessoas maravilhosas na minha vida e tenho sido uma privilegiada em tudo o que já vivi. Tenho aquilo que muito pouca gente tem e mais não digo.

      Beijo rapaz feliz

      Eliminar
    2. EStimada Ac
      Vou abrir um pouco o livro da minha vida paara te dizer, como justificação para o meu comentário, que aqui o rapaz que "brinca contigo às blogosferas" tem quase seis anos de namora, quase vinte de casamento, que a única mulher que conhece na intimidade é a sua e legitima esposa e é feliz.
      Até podes achar que sou um acomodado, mas credita, tenho dúvidas que haja alguém mais feliz do que eu.

      Mas tal como disse anteriormente, "O compromisso (casamento) é sempre consequência do Amor e nunca o contrário".

      Acredito que um dia também tu, encontrarás o tal. E já agora quero que saibas (eu sei que a minha opinião não é importamte, mas mesmo assim...)a vez que mais gostei de te ler ao referiste ao teu "Polícia de Estimação" foi quando a um comentártio meu provocador em que de forma humoristico-palerma disse sentir ciumes, tu te referiste a Ele como um bom Home. Acredita que fiquei feliz por Ti.

      Se realmente ele é assim tão bom homem e te faz feliz, investe! Não o deperdisses.

      Já agora, s+ó mais uma inconfidència, também eu sou um cidadão em farda. Deve ser a tua cina.

      Recebe o mais delicado, afetuoso e respeitoso beijo de boa noite. E agora que sabes que o meu coração tem Dona. posso dizer com maios à vontade; Eu gosto mesmo muito de Ti, Sejas Tu quem fores...

      ;) NB

      Eliminar
    3. Night Boy: wowwwww..... adorei conhecer-te mais um pouco. Fico feliz por ti, acredita que nada me faz mais feliz que gente feliz perto de mim. Gosto de saber que há 26 anos acarinhas e respeitas a mesma mulher. Sorte a dela em te ter.

      O meu boy é muito, mas muito boa pessoa, sou selectiva em relação às pessoas de quem me aproximo, deve ser intuitivo, ou um 6º sentido.. não sei.

      Diz-me lá ...és um cidadão em farda, green, blue or grey? Posso dar um palpite? Suponho que sejas um green boy. Acertei? O boy daqui é grey, um senhor X adorável. Não o desperdiço, mas há uma série de condicionantes profissionais, pessoais, temporais que fazem desta relação (e repara que não digo amor) finitas. Esta linha temporal que vivo ao máximo, que me faz feliz vai terminar... só não sei quando... um dia.

      Mas por enquanto ele vai ficando e eu vou sendo intensamente feliz. Vivo um dia de cada vez. :)

      Beijo green boy

      Eliminar
    4. Para homem casado e feliz, aqui o nosso camarada manda, ou deseja mandar, muitos açoites em mulher alheia.

      É uma coisa em que tenho reparo e que me tem feito uma confusão medonha. Motivos vários, mas o principal é mesmo a camaradagem.

      Deve ser arremacho\pacaço.

      Eliminar
    5. Manuel: É pah tu és lixado... Nada de ofenderes o meu green boy, tu grey fica ai sossegadinho e porta-te bem... Nada de revoluções militares, nem ofensas aqui no meu blog.

      Arremacho é cavalaria, pacaço é o quê? Recos?
      Ando desactualizada da gíria militar, o meu pai sabe de certeza.

      Beijocas

      Eliminar
  21. http://www.youtube.com/watch?v=F-ULd8lYw8o (versão verde às manchas...).

    E já agora sou simples e bronco, mas não tão "Simples e broco quanto me imaginas". É que o poeta é um fingidor...

    NaBo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Night Boy: Sabes que o meu pai joga no mesmo green clube que tu? Sabes que já vivi em tempos, bem novinha num campo militar (Sta Margarida)? Sabes que o captain oh my captain é autoritário e tem mau feitio com uma relação conflituosa com a filha (única por sinal) que a fez sair de casa com 19 anos?

      E não te acho bronco, nem simples... acho-te inteligente, integro, respeitador, simpático... mas acima de tudo e aquilo que mais me cativou...a pessoa que és, numa boa pessoa.

      E gosto mesmo muito de ti, muito mesmo, sejas tu quem fores.

      Beijo Green oficial

      Eliminar
  22. Eu sei que Tu sabes que nós somos "educados" para fazer a guerra, daí esta nossa inaptidão para lidar com os afetos e as pessoas que amamos.
    No entanto, mesmo à distância e sem vos conhecer era capaz de apostar que o teu "Captain" te adora. Apesar da sua estranha forma de amar...

    ;) Dorme com os Anjos
    NB


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Night Boy: Sei que sim, mas nem tudo justifica certos actos. Terá razões que desconheço. Vai aparecendo, sem te conhecer vamos partilhando tanta coisa que é giro descobrir-te.

      Dorme bem. És um gajinho fixe. Gosto-te!

      Beijoca**

      Eliminar
  23. Palavras muito sensatas do GGM. Um casamento e uma relação todos os dias têm que ser reconstruídos. Beijo grande para ti.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pulha Garcia: Mas são preciso dois a remarem contra a maré. E quando um rema ao contrário? Ou quando larga os remos e deixa o bote à deriva?

      Muitas dúvidas me assolam, muitas tristezas presenciadas...

      Beijinho Rambo

      Eliminar
  24. Respostas
    1. Vera, a Loira: Bem vinda por aqui.

      Concordo é muito difícil. Impossível para a maioria, reservado ao sucesso para muito poucos.

      Eliminar
  25. E eu acho que o "para sempre" é muito tempo, não existe, é utopia. ou então não sei.. há um determinado momento na nossa vida que acreditamos, que desistimos mas que voltamos acreditar, porque temos de renovar. O amor não é eterno [eu cá acho que não, se calhar sou eu que estou enganada]

    e gostei mesmo da forma como terminaste este teu texto " a infelicidade é uma questão de pretexto".


    beijoca

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. aNaMartins: Acredito no amor, em diferentes formas de amor mas não acredito no amor eterno. Nada é eterno. "Only diamonds are forever".

      A infelicidade é uma questão de prefixo, mas também pode ser uma questão de pretexto... hehehe, cada um terá as suas razões para ser "in-feliz"

      Beijocas Formiguinha trabalhadora

      Eliminar
  26. O que aprendi de tudo o que li aqui,é que é preciso cuidar muito,para que resulte e isso dá muito trabalho.beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. gira: Tudo na vida dá muito trabalho, é preciso investir, abdicar de muita coisa mas se no final correu bem...valeu de certeza a pena.

      São raros os casos de verdadeiro sucesso, mas ainda se encontram escondidos por aí.

      Beijo

      Eliminar
  27. Ao ler estes comentários verifico que o pessoal da blogosfera está como o país, sem futuro, sem ilusões, sem ambições, sem rumo, sem o cabriolet da vizinha, desesperadamente mal pago mas sobretudo real e profundamente bem F*****, ou seja com nada de nada...neste país as palavras "tentar" e "acreditar" foram pura e simplesmente suprimidas e afogadas no mar do esquecimento.

    Faço a minha declaração de interesses....também não sou casado, por isso continuo a mandar postais,mas qualquer dia parece-me que o estatuto de casado, (com a forma de pensar do politicamente correcto que aqui é factor predominante de mimetismo intelectual padronizado)dá direito a caça às bruxas e a ser queimado na praça pública ali para os lados do terreiro do paço, após processo sumário dos comentadores da Santa Inquisição blogosferica do sec.21

    Tanta gente infeliz por metro quadrado até arrepia, basta andar de transportes publicos (cheiram mal)para ver o seu ar radioso e triunfante de relacionamentos perfeitos de 1 hora, 1 noite, ou 1 semana, sim porque só esses existem tudo o que passe está fora de validade, e é por isso que eu cada vez gosto mais de viver fora de Portugal, pelo menos no centro da Europa as pessoas são MUITO mais tolerantes!!!!!!

    BerlinAlexanderPlatz

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Berlin: Somos sempre o retrato da sociedade em que vivemos. Falo por mim já deixei de acreditar em muita coisa o que não é o mesmo que desistir ou baixar os braços... faço é outras escolhas que eu acho que me servem melhor.
      Não cheiro mal, também não ando de transportes públicos por isso não me deves ter apanhado, e tenho um relacionamento há já algum tempo mais que uma semana,mas menos que uma vida... respeito a tua opinião, respeita a minha, não acredito em nada para sempre, não há amor eterno para mim, sou inconstante, mudo todos os dias um pouco e o que quero hoje sei lá se vou querer daqui a dez anos, ou daqui a uma semana, não me comprometo para não sofrer desilusões, e não quero compromissos e obrigações. Sou eu, e sou boa pessoa.
      Se no centro da Europa as pessoas são mais tolerantes também no centro da Europa há muito mais divórcios e muito menos casamentos e muito menos gente a acreditar no E foram felizes para sempre, pelo menos a mostrar pelas estatísticas, os números são como o algodão, não enganam.

      :)

      Eliminar

Diz aí nada ou coisa nenhuma.